- A secretária de Interior, Shabana Mahmood, diz que vai manter políticas rígidas de imigração, mesmo após a vitória do Green em Gorton and Denton.
- Sindicatos e MPs de esquerda pedem reversão, alegando que as medidas podem afastar eleitores muçulmanos, mas a liderança do Labour rejeita essa leitura.
- Mahmood defenderá mudanças, incluindo exigir que requerentes aguardem 20 anos para pedir autorização para permanecer, dizendo que são compatíveis com os valores do Labour.
- Ela argumentará que migração ilegal sobrecarrega serviços públicos e abala o contrato entre governo e cidadãos, justificando um sistema de asilo mais firme.
- A secretária aponta o modelo dinamarquês como referência para restaurar ordem nas fronteiras, rejeitando tanto as políticas de fronteiras abertas do Green quanto a abordagem vista como extremada de Nigel Farage.
A secretária de Interior, Shabana Mahmood, afirmou que continuará com políticas rígidas de migração, apesar de pressões de sindicatos e deputados de esquerda para recuar após a vitória do Green Party em uma eleição suplementar. A liderança do Partido Trabalhista nega que a decisão seja um recuo, classificando as críticas de equivocadas.
A derrota em Gorton e Denton, área de Greater Manchester, levou o sindicato Unison a pedir mudança de rumo, destacando a defesa de migrantes e refugiados. Deputados da ala esquerda também sugerem que o partido precisa adotar políticas mais progressistas em imigração e asilo.
Segundo uma fonte do Labour, Mahmood não deverá aprender as chamadas “lições erradas” com a derrota, reiterando que o problema não é a alienação de eleitores muçulmanos. A chefe de imigração defenderá que as políticas em vigor reduzem incentivos a migração irregular.
Mahmood voltou a defender medidas controversas, afirmando que o aumento da migração irregular impõe pressão sobre serviços públicos e comunidades locais. Ela também destacou que a alteração está alinhada aos valores do Labour, no contexto de debates sobre asilo.
Na semana que vem, a parlamentar apresentará argumentos de que políticas migratórias, incluindo a exigência de aguardar 20 anos para requerer permissão de permanência, são compatíveis com o programa do partido. A fala acontecerá em think tank, com foco na relação entre fronteiras e controle de fluxos.
A líder do Labour sinalizará um tom crítico em relação a propostas de fronteiras abertas defendidas pelo Green Party e rejeitará críticas de que o modelo proposto prejudica refugiados. Pesquisas de opinião citadas por fontes internas indicam apoio de eleitores de ambos os lados a várias propostas de Mahmood.
O tema da imigração já provocava dúvidas profundas em novembro, quando Mahmood anunciou que o status de refugiado passaria a ser temporário, com retorno aos países de origem para quem a situação se tornasse estável. O sistema atual permite permanência indefinida após cinco anos, com benefícios.
Recentemente, Mahmood viajou a Dinamarca para observar a atuação do Partido Social Democrata diante de políticas de migração. O país adotou reformas que tornam a residência permanente uma exceção, exigindo fluência e emprego estável para permanência a longo prazo.
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