- O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira, reagiu à liminar de Gilmar Mendes que declarou nula a quebra de sigilos da Maridt Participações.
- A CPI aprovou a quebra de sigilo por unanimidade com base em indícios de vínculo entre a empresa e os casos Master e Reag, além de suspeitas de movimentações financeiras associadas ao Primeiro Comando da Capital.
- Vieira afirmou que vai recorrer a todas as instâncias possíveis.
- O senador mencionou a decisão do ministro André Mendonça que desobrigou os irmãos Toffoli de depor na CPI, entendendo o benefício do direito não produzir provas contra si mesmos.
- A Maridt enviou o pedido a Gilmar Mendes sem passar pelo sorteio de relatoria, em meio a um processo arquivado em 2023 ligado à CPI da Pandemia.
O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), reagiu à liminar do STF que declarou nula a quebra de sigilos da Maridt Participações. A CPI investiga eventual uso da empresa, ligada a Daniel Vorcaro, dono do banco Master, para lavagem de recursos, com participação de José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro Dias Toffoli.
A decisão de Gilmar Mendes levou Vieira a anunciar que vai recorrer em todas as instâncias possíveis. Segundo o senador, a quebra de sigilo foi aprovada pela CPI com base em elementos que apontam possível vínculo entre a empresa e casos Master e Reag, além de movimentações financeiras suspeitas, inclusive com indícios de lavagem.
Relevância e desdobramentos da estratégia jurídica
Vieira também citou decisão recente do ministro André Mendonça, que desobriga os irmãos Toffoli a depor na CPI. O relato é visto pelo senador como alinhado à jurisprudência do Supremo. A Maridt acionou Mendes diretamente, sem passar pelo sorteio da relatoria, por meio de uma petição arquivada em 2023 relacionada à CPI da Pandemia, segundo a nota.
A equipe de Vieira descreve o andamento como um conjunto de decisões judiciais atípicas e movimentos financeiros milionários ainda sob investigação. O senador afirma que o tema possui impacto relevante e requer apuração rigorosa, sem deixar de observar a necessidade de fundamentação legal em cada etapa do processo.
A Gazeta do Povo entrou em contato com a Maridt e com a defesa de Vorcaro, mantendo espaço para manifestações oficiais.
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