- O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, reclamou da falta de contato do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e pediu a prorrogação de 60 dias para os trabalhos.
- Viana enviou um ofício na segunda (23) argumentando amparo da Constituição para a prorrogação; o prazo atual fixa relatório em 23 de março e encerramento em 28 de março.
- O senador ameaça levar o caso ao Supremo Tribunal Federal caso Alcolumbre não se pronuncie sobre o pedido de prorrogação.
- A CPMI aprovou a quebra de sigilo do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, em meio a forte atrito entre governistas.
- O relatório registra possíveis vínculos entre Lulinha e o “careca do INSS”, além de viagens de ambos a Lisboa e indícios de participação de Fábio Luís em empreendimentos ligados à cannabis medicinal financiados com recursos de desvios da Previdência.
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, cobra atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O deputado acusa queda de contato há cerca de um mês, em meio à pressão para prorrogar os trabalhos da comissão, cujo prazo venceu no fim de março. A disputa envolve a prorrogação para permitir a conclusão das investigações.
Viana enviou um ofício a Alcolumbre na segunda-feira (23) pedindo a prorrogação por mais 60 dias, com base em pareceres constitucionais. O senador afirmou que há manobras administrativas para impedir o avanço dos trabalhos, e que esperava maior cooperação. A calendarização atual prevê relatório final em 23 de março, com encerramento em 28 de março.
Para justificar a prorrogação, o senador aponta o andamento das apurações e novos requerimentos aprovados. Ele sustenta que as investigações sobre a suposta fraude bilionária envolvendo aposentados exigem tempo adicional. O pedido aguarda manifestação de Alcolumbre, sob risco de adoção de medidas legais.
Avanço da CPMI
Mais cedo, a CPMI aprovou a quebra de sigilo do empresário Fabio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A aprovação ocorreu em meio a intensa troca de posições entre governistas e oposicionistas, que tentaram retirar o requerimento da pauta sem sucesso.
O relatório aponta mensagens atribuídas a Antônio Camilo Antunes, o “careca do INSS”, mencionando um possível repasse de 300 mil reais ao filho de Lula. A PF vê indícios de vínculo financeiro entre os envolvidos. Também há registros de viagens de Lulinha e Antunes a Lisboa, em novembro de 2024, com passagens em primeiro classe entre 14 mil e 25 mil reais.
O requerimento também levanta suspeitas de atuação de Fábio Luís como “sócio oculto” em negócios ligados ao mercado de cannabis medicinal, com indícios de financiamento envolvendo desvios da Previdência Social. A defesa de Lulinha nega participação em fraude e afirma que o filho de Lula está à disposição do STF para esclarecimentos.
Entre na conversa da comunidade