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Lula critica Zema; afirma não dever favores a banqueiro da Faria Lima

Lula cita dívida com o povo e critica Zema, mencionando R$ 3,5 bilhões para prevenção de cheias e alerta sobre clima eleitoral no evento

Lula na 6ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília
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  • Em Brasília, Lula afirmou ter dívida com o povo e disse que não deve a eleição a banqueiro da Faria Lima, ao falar para movimentos sociais ligados à moradia.
  • Ele reforçou que sabe quem esteve ao seu lado nas dificuldades e que não pode tratar de eleição durante o discurso, apesar de o tema ter surgido em momentos da fala.
  • O presidente pediu cuidado com o uso do celular na eleição e alertou sobre imagens criadas por inteligência artificial, incentivando a denúncia de montagens difamatórias.
  • Lula mudou o tom ao criticar o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, questionando verba para prevenção de cheias e mencionando a existência de R$ 3,5 bilhões; o ministro das Cidades disse que os projetos não haviam sido enviados.
  • O líder informou que estará em Ubá e Juiz de Fora para ver os estragos das chuvas; até o momento, 68 pessoas morreram. O evento teve clima de campanha, com apoio da militância.

Lula criticou Zema durante evento de movimentos sociais ligados à moradia em Brasília, destacando que tem dívida com o povo e não com banqueiros da Faria Lima. O presidente mencionou que irá receber grupos sociais que defendem moradia e citou sua origem humilde.

Ao longo do discurso, ele lembrou quem esteve com ele nas dificuldades, dizendo que sabe quem são seus amigos de sempre. Também afirmou que não deve a eleição a grandes empresários ou latifundiários, reforçando sua ligação com as bases populares.

O petista ressaltou a relação estreita entre movimentos sociais e o governo e ressaltou que o público pode cobrar escolhas que protejam as conquistas da população. Sem citar Jair Bolsonaro, chamou a atenção para escolhas políticas no 1º escalão do Executivo.

Foi pedido cuidado ao voto em deputados e senadores, lembrando a presença de uma bancada do agronegócio com mais de 170 parlamentares, frente a poucos trabalhadores da indústria. A fala gerou atenção entre foliões de pautas sociais para moradia.

O uso do celular na eleição também ganhou atenção; Lula alertou para conteúdos criados por inteligência artificial e pediu que montagem difamatória contra a esquerda seja denunciada. O tema reforçou o caráter informativo do encontro.

Críticas a Zema

Lula questionou o ministro das Cidades sobre a verba para prevenção de enchentes em Minas Gerais, deixando ouvir que haveria R$ 3,5 bilhões disponíveis, mas que não houve envio de projetos por parte do governador. O ministro informou que não houve encaminhamento.

O presidente afirmou que irá a Ubá e Juiz de Fora, amanhã, para acompanhar os estragos causados pelas chuvas. Até o momento, 68 pessoas morreram no estado, que vive crise causada por cheias.

Clima de campanha

O evento teve forte clima de campanha, com o público cantando o jingle de apoio ao presidente antes de sua chegada. Autoridades presentes falaram em tom político, destacando críticas a adversários e elogios a Lula, em meio a mensagens de apoio à atuação do governo.

O ministro Jader Filho destacou dados favoráveis ao atual governo e pediu que lideranças sociais repassem informações. Lula reforçou a ligação com movimentos populares, narrando episódios de defesa das pessoas carentes.

O presidente encerrou a agenda cumprimentando militantes, que o cercaram em meio a manifestações de apoio. O momento envolveu fotografias com o público e reforçou a presença do PT na pauta de moradia e assistência social.

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