- Foto divulgada pelo Departamento de Justiça mostra Howard Lutnick próximo a Jeffrey Epstein em ilha particular; ainda não se sabe quando foi tirada.
- Senadores democratas enviaram carta pedindo que Lutnick testemunhe no Congresso e apresente registros de encontros, ligações e correspondências com Epstein ou seus associadas, além de linha do tempo de interações.
- Os senadores também solicitam explicações sobre a afirmação de Lutnick de que Epstein era “o maior blackmailer de todos os tempos” e sobre a funcionária de Epstein que Lutnick empregou.
- A Casa Branca não comentou de imediato o pedido de testemunho; membro da Câmara dos Representantes sinalizou que pode haver atestado com mandado.
- Lutnick já admitiu ter almoçado com Epstein em 2012, descrevendo encontros limitados ao longo de anos; autoridades continuam analisando se houve novas interações após a condenação de Epstein.
Howard Lutnick volta a ser alvo de escrutínio por ligações com Jeffrey Epstein, após o Departamento de Justiça tornar pública uma foto em que o empresário aparece ao lado do financista na ilha particular de Epstein. Lutnick está na imagem atrás de Epstein, combinado com outras pessoas, mas não se tem data exata de quando a foto foi tirada. Lutnick nega envolvimento ilícito.
Membros do Congresso dos EUA, de ambos os partidos, cobram explicações sobre as relações de Lutnick com Epstein. Uma carta assinada pelos senadores democratas Chris Van Hollen e Jeff Merkley solicita que Lutnick preste depoimento e apresente registros de encontros, ligações e correspondências com Epstein ou associados, além de uma linha do tempo completa das interações.
A carta também pede esclarecimentos sobre a afirmação anterior de Lutnick de que Epstein seria o “maior enganador de todos”, feita em uma entrevista de outubro, e busca informações sobre a funcionária de Epstein, citando a reportagem. Os senadores ressaltam que o público merece um relato completo de tudo o que ocorreu.
Contexto e histórico
Lutnick foi vizinho de Epstein em Nova York por anos. Ele já afirmou que se distanciou de Epstein em 2005. Contudo, dados arquivados pela Justiça indicam dois encontros com Epstein depois disso: um em 2011 em uma casa de Epstein e um almoço em 2012 a bordo de um barco, na ilha particular de Epstein, ainda na época em que Epstein cumpria pena por solicitação de prostituição de menor.
Lutnick participa de alianças políticas de longa data com o ex-presidente Donald Trump. Em 2012, ele reconheceu o almoço descrito em depoimento ao comitê de orçamentos do Senado, dizendo que foi durante uma viagem familiar em barco para atravessar o lago. Ele afirmou ter pouco contato com Epstein ao longo de 14 anos.
Pressão institucional
O presidente da comissão de fiscalização da Câmara, o republicano James Comer, mencionou a possibilidade de Lutnick ser subpoenaçado para depor. A deputada republicana Nancy Mace também defendeu que Lutnick responda às perguntas do comitê. O integrante republicano Ro Khanna indicou que pode haver necessidade de convocação formal.
Enquanto isso, o pedido de depoimento é alvo de debates políticos, com colegas de bancada debatendo a melhor forma de esclarecer as ligações de Lutnick com Epstein. A Casa Branca não respondeu de imediato aos comentários sobre a chamada para testemunho.
Cenário atual
O caso continua sem conclusão, com Lutnick negando qualquer conduta criminosa ou ocultação de informações. O Departamento de Justiça já revelou detalhes de encontros anteriores, mantendo a controvérsia sobre a extensão das relações entre Lutnick e Epstein após as condenações.
A situação mantém o foco público sobre a relação entre autoridades públicas e figuras associadas a crimes graves. A avaliação sobre se Lutnick deverá depor é vista como questão de governança e transparência, com impactos em eventuais ações de responsabilidade.
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