- O Exército usou um sistema a laser para derrubar um drone que supostamente representava ameaça, na fronteira entre EUA e México, em Texas; o drone pertencia à Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP).
- O incidente levou ao fechamento do espaço aéreo próximo a Fort Hancock, na região da fronteira.
- Já havia ocorrido, há duas semanas, outra interrupção de tráfego aéreo provocada por laser de alta potência contra drones.
- membros do Congresso, liderados por democratas, cobraram coordenação entre FAA, Pentágono e CBP e críticas à administração sobre suposta incompetência.
- a FAA mantém restrições até 24 de junho e defende uma revisão de segurança da tecnologia, enquanto o governo discute o marco regulatório e a necessidade de consulta prévia.
O Exército dos EUA usou um sistema a laser para derrubar um drone, que parecia ser uma ameaça, na região de Fort Hancock, na fronteira entre EUA e México. O incidente ocorreu nesta quinta-feira e envolveu uma aeronave não tripulada de baixa visibilidade, reportada como operando dentro do espaço aéreo militar. O alvo, no entanto, pertencia à Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP).
O uso do laser ocorreu apenas alguns dias após um episódio similar na região de El Paso, onde o espaço aéreo foi temporariamente fechado. Na ocasião, a FAA citou motivos de segurança, mas revelou posteriormente que o alvo inicialmente identificado era um balão de festa, não uma aeronave de cartel.
Democratas no Congresso manifestaram incredulidade com o que chamam de descoordenação entre agências, citando falas de líderes como Rick Larsen, Bennie Thompson e André Carson. Eles acusam o governo de contornar um projeto de lei bipartidário que ampliaria treinamento de operadores de drones e a cooperação entre FAA, Pentágono e CBP.
Tammy Duckworth, senadora pelo Illinois, pediu uma investigação independente sobre os dois incidentes recentes. Ela afirmou que a gestão de Washington tem gerado caos nos céus e exigiu apuração completa das falhas. A liderança democrata reforça a necessidade de transparência.
As restrições de espaço aéreo ao redor de Fort Hancock continuam ativas até 24 de junho, segundo aviso da FAA. A área fica do outro lado da fronteira comparada ao Vale de Juárez e está associada a trajetos de contrabando na região, segundo reportagens locais.
Há divergências entre agências sobre o uso dos lasers antimísseis. Embora a FAA peça uma revisão de segurança e a suspensão de novos testes até a conclusão, fontes próximas ao Pentágono e à CBP teriam indicado que é possível operar os sistemas sem consulta prévia à FAA. A situação permanece sob escrutínio oficiais.
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