- Centrão negocia derrubar o veto do presidente Lula à dosimetria das penas do 8 de janeiro em troca do esvaziamento da CPMI do Banco Master, em meio ao calendário eleitoral de 2026.
- A principal moeda de troca é a derrubada do veto para facilitar a redução de penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro, em troca de diminuir a pressão pela instalação da CPMI do Banco Master.
- Há resistência à CPMI do Banco Master por temores de desgaste político e judicial; a oposição é liderada pelos presidentes do Congresso e da Câmara, que veem o momento como sensível.
- A dosimetria é o critério de fixação da pena; o projeto visa reduzir as punições. Para a oposição, derrubar o veto seria facilitar a libertação de pessoas consideradas inocentes.
- A oposição está dividida: alguns defendem recuo tático na CPMI para viabilizar a dosimetria, outros mantêm a investigação para expor ligações financeiras a autoridades do STF; governo tende a esvaziar a CPMI ou restringir investigações, com preocupação de ataques ao STF, especialmente ao ministro Dias Toffoli.
O Centrão negocia a derrubada do veto presidencial à dosimetria das penas do 8 de janeiro em troca do esvaziamento da CPMI do Banco Master. A estratégia visa reduzir desgaste político em ano eleitoral, mantendo acordos entre as alas do Congresso.
A dosimetria define o tamanho da punição de condenados. O projeto em debate pretende reduzir as penas dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A oposição vê nisso uma possível libertação de pessoas consideradas inocentes.
A resistência à CPMI do Banco Master parte de dirigentes do Congresso, que avaliam o tema como sensível neste momento. Davi Alcolumbre e Hugo Motta lideram a posição de evitar o aprofundamento de investigações.
Contexto da negociação
Parlamentares centristas defendem que o acordo permita avançar apenas com investigações restritas à Câmara, afastando a ideia de uma CPMI ampla. O objetivo é evitar desgaste político de autoridades e parlamentares em período eleitoral.
Reações do governo e do STF
Aliados do governo têm preferência por um esvaziamento da CPMI ou foco em apurações menores. Há preocupação com o uso da comissão para pressionar ministros do STF, especialmente em relação a pedidos de impeachment de Dias Toffoli.
Repercussão entre oposição e aliados
Entre os membros da oposição, há divergência sobre o caminho a seguir. Alguns defendem recuar na CPMI para viabilizar a dosimetria; outros sustentam que a investigação deve continuar para expor eventuais ligações financeiras e autoridades.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para aprofundar o tema, leia a reportagem completa.
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