- Bill Clinton depôs a portas fechadas ante o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes sobre seus vínculos com Jeffrey Epstein, suicidado em agosto de 2019.
- Hillary Clinton também foi ouvida a portas fechadas, afirmou não se lembrar de ter conhecido Epstein e alegou falta de relevância para os crimes sexuais do magnata; a comissão considerou o testemunho produtivo.
- Registros de voo indicam que Hillary afirma que o ex-presidente voou com Epstein em pelo menos 26 ocasiões entre 2002 e 2003, quando já havia deixado a Casa Branca.
- Clinton nega any conivência com Epstein e afirmou, em comunicado, que denunciaria crimes de Epstein caso soubesse do que ele fazia.
- Também foram mencionadas ligações entre Epstein, Maxwell e membros da Fundação Clinton, além de informações sobre uma operação imobiliária em Marrakesque, adquirida por 14,95 milhões de dólares em julho de 2019 e cancelada três dias depois.
Bill Clinton prestou depoimento a portas fechadas ao Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, sobre seus vínculos com Jeffrey Epstein. O ex-presidente, assim como Hillary Clinton, depõem em Nova York, na véspera da audiência da ex-secretária de Estado. Epstein morreu em 2019, na prisão, em Nova York.
Hillary Clinton afirmou que não se lembra de ter conhecido Epstein, embora tenha voado com ele em voos de caridade em diversas ocasiões, entre 2002 e 2003, após deixar a Casa Branca. Registros de voo indicam ao menos 26 viagens com Epstein. O comitê decidiu manter as sessões a portas fechadas, ao menos por ora.
O comitê afirmou que o depoimento de Hillary foi conduzido de forma repetitiva, pouco útil para as investigações. O presidente do comitê, James Comer, descreveu o testemunho como produtivo, sem atribuir culpa direta aos Clinton. Hillary confirmou ter interagido com Ghislaine Maxwell, associada de Epstein, em eventos ligados à Fundação Clinton.
Envolvidos e contexto do depoimento
Os documentos do caso Epstein incluem imagens com pessoas identificadas apenas parcialmente. Clinton negou ter agido com conivência e reiterou que não apoiaria crimes do magnata. Em comunicado publicado nas redes, Bill Clinton disse que, se soubesse o que Epstein fazia, certamente o denunciaria.
Comer planeja divulgar vídeos e uma transcrição da declaração de Hillary. Ele também destacou que os Clinton não são acusados de delitos, mas devem esclarecer a possível participação de Epstein na Fundação Clinton.
Antecedentes e desdobramentos
O tema envolve ainda a possibilidade de citar Donald Trump, que teve relação com Epstein na década de 1990 e início dos anos 2000. Demócratas afirmam que arquivos relacionados a Trump aparecem com frequência em registros de Epstein, enquanto o DOJ analisa documentos para eventual divulgação.
Na semana, foi revelada a última operação imobiliária de Epstein antes de sua detenção: um riad em Marrakech adquirido por 14,95 milhões de dólares em julho de 2019, cancelado dias depois. A conexão com o Marrocos alimentou rumores sobre refúgios seguros para Epstein e coordenações com membros da realeza marroquina.
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