- A CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de outros requerimentos, em sessão realizada na manhã de quinta-feira (26).
- A Polícia Federal já havia pedido as quebras ao STF, com autorização do ministro André Mendonça; o caso tramita em sigilo.
- A oposição promete usar o episódio como eixo eleitoral, associando o governo Lula a investigações e ataques à transparência.
- O relator aponta indícios, como mensagens envolvendo o “Careca do INSS” e viagens de Lisboa em novembro de 2024, mas afirma que não há confirmação de participação direta de Lulinha.
- Governistas contestaram a votação, alegando irregularidades na contagem, enquanto a comissão sustenta que o processo seguiu o regimento.
A CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ampliando o escrutínio sobre possíveis irregularidades associadas a benefícios do INSS. A medida ocorre em meio a denúncias envolvendo um esquema de descontos bilionários e operadores financeiros.
A decisão foi tomada na manhã desta quinta-feira (26) pela comissão, junto com outros requerimentos para esclarecer suspeitas ligadas ao governo. A oposição vê a ação como um avanço no processo de transparência, enquanto o Palácio do Planalto não se pronunciou até o fechamento desta reportagem.
O pedido de Lulinha ganhou contornos após relatos de contatos com o suposto operador conhecido como “Careca do INSS” e de investigações que apuram desvios em benefícios de aposentados. A PF já vinha avaliando dados que citam a possível relação entre Lulinha e terceiros ligados ao esquema.
Contexto e desdobramentos
Analistas ouvidos pela reportagem afirmam que a repercussão coloca o governo no centro de um escândalo que já envolve frentes administrativas e gastos públicos. A percepção de aumento de tributos e despesas pode favorecer narrativas de corrupção durante o processo eleitoral.
Advogados de Lulinha sustentam que ele não é alvo de investigação pela PF e afirmam estar à disposição para esclarecer os fatos. A defesa classifica a quebra de sigilo como desproporcional, ressaltando a falta de investigação formal contra o filho do presidente.
Reação política e próximos passos
Deputados de oposição dizem que a quebra de sigilo é ferramenta de apuração e poderá ser incorporada ao inquérito em andamento. Parlamentares da base governista contestaram a condução da sessão, alegando falhas no quórum, mas o presidente da CPMI afirmou que o procedimento seguiu o regimento.
A Polícia Federal confirmou que a decisão de Mendonça, do STF, de janeiro autorizou a quebra, ainda que o inquérito permaneça sob sigilo. Os dados obtidos poderão, se apropriados, ser compartilhados com a CPMI, conforme critérios técnicos.
O que se sabe até agora é que a apuração envolve registros de viagens entre Lulinha e o investigado Antônio Camilo Antunes, além de menções em mensagens ligadas a repasses financeiros. A investigação busca esclarecer vínculos societários e fluxos de recursos que possam justificar as suspeitas associadas ao caso.
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