- Anas Sarwar, líder do Labour na Escócia, aposta na distância de Keir Starmer para manter o foco na atuação do SNP e na campanha para as eleições de Holyrood, com pesquisas mostrando o Labour em terceiro lugar.
- A queda de Starmer foi pedida publicamente por Sarwar há cerca de duas semanas, como forma de reagir ao descontentamento com Westminster e tentar reconquistar eleitores escoceses.
- Um grupo de eleitores em Glasgow, reunido pela More in Common, expressou insatisfação com o governo do Labour e com o histórico do SNP, destacando cansaço com “escândalos” na vida pública.
- Alguns membros do Labour veem a estratégia como movida astuta para reduzir críticas a Starmer e ampliar a leitura de que a eleição é uma escolha entre Swinney e Sarwar para a liderança na Escócia.
- A reação entre votantes entrevistados foi mista: há quem veja qualificação de Sarwar, mas outros consideram a manobra como “traição” ou manobra para testar apoio a Starmer.
Anas Sarwar busca consolidar vantagem no pleito regional ao se distanciar de Keir Starmer, líder do Labour em Westminster, numa estratégia para puxar o foco para a atuação do SNP no governo. O levantamento foi feito por More in Common em Glasgow, na
southside, onde Sarwar cresceu e ainda vive. Faltam cerca de dois meses para as eleições do Parlamento da Escócia.
A decisão de pedir que Starmer se afaste, tomada há duas semanas, faz parte de um recorte estratégico para captar eleitores insatisfeitos com Westminster. Pesquisas mostram o Labour escasso na dianteira, atrás do SNP e Reform UK, com 15% de apoio em recente levantamento do YouGov.
Os assessores de Sarwar acreditam que o movimento clarifica o contraste entre liderança nacional e desempenho do governo escocês. A estratégia é apresentar Swinney como possível adversário direto e Sarwar como alternativa apta a governar a Escócia.
Estratégia e reação interna
Vários membros do Labour em Edimburgo veem a tática como chance de focalizar a competência do SNP ao longo da campanha. Alguns insiders admitem que a medida, embora arriscada, pode reforçar a mensagem de uma escolha clara pela liderança.
Apesar do apoio de parte da direção, a manobra dividiu opiniões entre eleitores. Em foco, houve quem considerasse a crítica a Starmer audaciosa, mas também houve quem interpretasse como uma jogada para testar apoio ao premier.
Percepção dos eleitores
Os participantes do grupo apontaram descontentamento com a atuação do Labour e com episódios de escândalo na vida pública. A avaliação sobre o SNP, porém, permanece crítica, alimentando a dúvida sobre quem oferece governabilidade estável.
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