- O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a quebra dos sigilos de Fábio Luís Lula da Silva em janeiro, após pedido da Polícia Federal; a CPMI do INSS também aprovou medidas semelhantes.
- A ação mira supostos desvios de cerca de R$ 6 bilhões no INSS, envolvendo sindicatos e prestadores de serviço, com trechos de mensagens e uma viagem a Lisboa citando repasses financeiros.
- Há suspeitas de que Fábio Luís atuaria como sócio oculto em empresas de cannabis medicinal financiadas com dinheiro desviado.
- A defesa afirma que ele está tranquilo, não cometeu crimes ou fraudes, e classifica a quebra de sigilo como desnecessária e politizada; diz que ele já se colocou à disposição para esclarecer.
- Analistas veem o episódio como derrota política para o governo e potencial combustível para a oposição explorar a pauta de corrupção durante o ano eleitoral.
A CPMI do INSS e o STF aprovaram a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A medida ocorre no marco de investigações sobre desvios bilionários na Previdência e aumenta a tensão entre governo e oposição no Congresso, em ano eleitoral.
A decisão foi tomada em duas frentes. Primeiro, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou a quebra em janeiro, a pedido da Polícia Federal. Em seguida, a CPMI do INSS aprovou pedidos semelhantes em sessão marcada por conflitos entre parlamentares.
Quais são as suspeitas
Os investigadores apuram fraudes de cerca de R$ 6 bilhões no INSS, envolvendo sindicatos e prestadores de serviço. Há menções a repasses financeiros em mensagens interceptadas e a uma viagem a Lisboa com um operador do esquema. Também surgem indícios de participação de Lulinha como sócio oculto em empresas ligadas à cannabis medicinal.
O que envolve a quebra de sigilo
O sigilo bancário permite ver movimentações financeiras, o fiscal declarações de renda e patrimônio, e o telemático acessa comunicações digitais. O objetivo é cruzar informações para confirmar se o estilo de vida condiz com os rendimentos declarados.
Defesa de Fábio Luís
Os advogados alegam que Lulinha está tranquilo, sem crimes ou fraudes. A defesa classifica a medida como desnecessária e esdrúcula, ressaltando que ele já se dispôs a esclarecer voluntariamente. Afirmam que a quebra pode politizar o nome dele.
Impacto político
Analistas veem a medida como derrota para o Planalto, que tentou blindar o filho na comissão. A oposição pode usar o tema como munição eleitoral, associando o governo a escândalos financeiros num momento de desgaste econômico para a população.
Conteúdo produzido com base no material apurado pela equipe da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.
Entre na conversa da comunidade