- A Polícia Federal afastou Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão até a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar.
- A medida foi publicada em portaria no Diário Oficial da União e decorre de faltas não justificadas ao trabalho em Angra dos Reis.
- Ele deve entregar carteira funcional e arma institucional ao chefe imediato em até cinco dias úteis.
- Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, após deixar o Brasil alegando perseguição.
- Além do PAD, ele é réu no Supremo Tribunal Federal por coação no curso do processo; a denúncia aponta atuação para favorecer interesses pessoais, e a ação penal foi aberta no dia 19, com o STF decidido pela absolvição ou condenação.
A Polícia Federal afastou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da corporação até a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). A decisão está em uma portaria publicada no Diário Oficial da União e foi assinada pelo corregedor regional da PF no Rio de Janeiro.
O PAD foi aberto no final de janeiro para apurar faltas não justificadas ao trabalho em uma delegacia da PF em Angra dos Reis. O afastamento determina que Eduardo entregue a carteira funcional e a arma institucional ao chefe imediato no prazo de cinco dias úteis.
Eduardo Bolsonaro está no exterior desde fevereiro do ano passado, em razão de alegação de perseguição judicial. Além da apuração disciplinar, ele responde a ação penal no Supremo Tribunal Federal por coação no curso do processo, relacionada a suas operações nos Estados Unidos contra autoridades brasileiras.
A denúncia da Procuradoria-Geral da República sustenta que o bolsonarista teria atuado para submeter interesses da República a objetivos pessoais e familiares. Com a abertura da ação penal, ele pode apresentar defesa e indicar testemunhas, conforme tramitação no STF.
Ao final, os ministros da Corte decidirão pela absolvição ou condenação do ex-deputado, segundo os autos. A PF não informou outros detalhes sobre o andamento do PAD ou sobre prazos adicionais.
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