- Lula decidiu apoiar Fernando Haddad como candidato do PT ao governo de São Paulo e pretende reorganizar um palanque forte no estado.
- A leitura no Planalto mudou: a candidatura não seria mais vista como sacrifício, mas como disputa com chance real contra Tarcísio de Freitas.
- Uma fonte do PT afirmou que Haddad poderia chegar a quarenta por cento do eleitorado e que a decisão fecha peças do palanque paulista.
- A presença de Geraldo Alckmin na vice-presidência pode ganhar força, já que Haddad ajudaria a não ficar no “sacrifício”; decisão ainda não está totalmente definida.
- O palanque de governo ficaria com Haddad, e vagas para o Senado envolveriam as ministras Simone Tebet (com possível mudança de domicílio para São Paulo) e Marina Silva; há divisão interna no PT sobre a estratégia.
Lula decidiu apostar em Fernando Haddad como candidato do PT ao governo de São Paulo e busca reorganizar um palanque mais robusto no estado. A leitura do Planalto, segundo Carla Araújo, colunista do UOL News, indica que a candidatura deixa de ser vista como sacrifício para enfrentar Tarcísio de Freitas, atual governador. A avaliação é de otimismo e de chance real de vitória.
A colunista ouviu uma fonte influente do PT, que afirma que Haddad poderia chegar a cerca de 40% do eleitorado paulista. Com a mudança, outras peças no palanque paulista ganham definição, de acordo com a mesma fonte.
Uma das mudanças em pauta é a presença de Geraldo Alckmin, vice-presidente, cuja participação na campanha vinha sendo estudada. A ideia é que Haddad fortaleça Alckmin na vice-presidência sem exigir grande sacrifício, segundo a fonte.
Configuração do palanque
Segundo a leitura interna, o governo paulista ficaria com Haddad à frente do governo, enquanto vagas para o Senado seriam abertas para ministros ligados ao núcleo do governo, como Simone Tebet, que poderia mudar domicílio eleitoral para São Paulo, e Marina Silva.
Daniela Lima, colunista do UOL, aponta que há divisão dentro do PT quanto à estratégia de lançar Haddad em SP, ainda que reconheça o potencial de Haddad pelos números macroeconômicos. A discussão interna envolve custos e benefícios políticos.
O conteúdo completo sobre o tema estará na edição desta sexta-feira do podcast A Hora, do Canal UOL, com disponibilidade nos principais players de áudio e também no YouTube. A reportagem enfatiza que as informações vêm de fontes do PT e podem sofrer alterações conforme o desdobramento político.
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