- A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que o presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, não contou os votos e realizou votação simbólica para aprovar a quebra dos sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
- Gleisi disse que houve golpe na sessão, que o grupo tinha maioria e que havia ganho na votação anterior, mas o anúncio do resultado foi feito de forma trucada.
- Logo após a deliberação, aliados ao Planalto se reuniram com o ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na Residência Oficial da Presidência do Senado.
- No encontro, pediram a anulação do resultado e a adoção de providências; o caso deve ser analisado pela advocacia do Senado, sem prazo definido.
- O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, afirmou que houve irregularidades na condução da deliberação e pretende formalizar a solicitação de anulação.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta quinta-feira, 26, que a CPMI do INSS cometeu um surpresa durante a votação que aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Segundo Gleisi, o presidente da CPMI, Carlos Viana (Republicanos-MG), não contabilizou os votos e declarou o resultado por meio de votação simbólica, o que caracterizaria um suposto golpe no processo. A entrevista foi concedida ao SBTNews.
Ela disse ainda que a maioria estava consolidada na etapa anterior da sessão e que o desfecho contraria o que havia sido acordado pela bancada. Após a deliberação, aliados do Planalto se reuniram com o presidente do Senado para discutir a anulação do resultado e medidas cabíveis. As medidas discutidas incluíram registrar formalmente o pedido com imagens da sessão.
Segundo relatos, o presidente do Congresso pediu que o requerimento fosse formalizado por escrito e que o caso fosse encaminhado à advocacia do Senado para análise. Ainda não há prazo definido para a decisão sobre a contestação. A administração do Senado informou que a avaliação está em curso.
O líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que houve irregularidades na condução da deliberação. Randolfe disse que apresentará formalmente o pedido de anulação do resultado. Não houve confirmação de novas ações até o momento.
A reação no ambiente político manteve o tom crítico. Parlamentares ligados ao governo contestaram a forma como a votação foi conduzida, enquanto oposicionistas defenderam a necessidade de apurar possíveis falhas no procedimento. O episódio ocorre em meio a controvérsias sobre a quebra de sigilos de Lulinha.
Desenvolvimento e próximos passos
O caso permanece em análise, com a advocacia do Senado examinando as etapas para verificar a legalidade da votação. Não há definição sobre novas votações nem sobre eventual reapreciação do tema. A CPMI do INSS segue sob escrutínio por contas, sigilos e transparência das ações parlamentares.
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