- Negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã ocorrem em Genebra, a terceira rodada, mediadas pela Organização para Cooperação Omanita (Oman).
- Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), deve participar dos diálogos, segundo a imprensa iraniana.
- A AIEA não conseguiu verificar o status do estoque de urânio quase de grau de arma desde o conflito com Israel; o Irã permitiu acesso a alguns locais, mas não a todos.
- O Irã sustenta o enriquecimento de urânio para fins pacíficos e afirma que o líder supremo baniu armas de destruição em massa, sinalizando que não desenvolverá armas nucleares.
- O contexto inclui grande movimentação de navios e aeronaves dos EUA no Oriente Médio para pressionar um acordo, enquanto o governo americano busca resolver as tensões por via diplomática.
Rússia? Não. A notícia atual envolve negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o programa nuclear, em Genebra. Um terceiro ciclo de conversações indiretas deve avançar entre as equipes dos dois países, mediadas pela Omã, com foco em estabelecer limites e verificações para o programa nuclear iraniano. A reunião ocorre em meio a um imposante acúmulo de navios e aeronaves militares dos EUA no Oriente Médio, que alimenta a tensão regional.
Segundo relatos da imprensa iraniana, o diretor-geral da Agência Internacional de Energina Atômica (AIEA), Rafael Grossi, deve participar das negociações. Grossi já esteve presente no segundo ciclo de diálogo, quando manteve encontro direto com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Araghchi. A participação dele sinaliza uma presença institucional relevante para as tratativas.
Desde o início do conflito com Israel, em junho, o Irã suspendeu parte da cooperação com a AIEA. A organização afirmou não ter conseguido verificar o status do estoque de urânio de grau quase weaponizável. O Irã, por sua vez, permitiu acesso a alguns sites não danificados, mas não autorizou inspeções em outros locais.
Contexto e agenda das negociações
O governo iraniano tem reiterado que continuará enriquecendo urânio para fins pacíficos, defendendo o direito soberano ao enriquecimento. Autoridades iranianas afirmam que qualquer uso de armas de destruição em massa é proibido pelo líder supremo Ali Khamenei, que, segundo fontes, emitiu diretrizes religiosas há anos. A posição dos EUA permanece de buscar uma solução diplomática para reduzir as tensões, com foco em um acordo verificável.
As discussões em Genebra são a terceira rodada desde junho do ano anterior, quando confrontos regionais intensificaram a insegurança sobre o programa nuclear iraniano. A tabela de negociações envolve contatos indiretos entre as partes, com mediação de terceiros, visando um acordo duradouro e verificável.
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