- Um tribunal em Atenas considerou culpados o fundador da Intellexa e mais três pessoas por violação de dados pessoais em 2020-2021; cada um recebeu 126 anos e oito meses de prisão, com cumprimento máximo de oito anos, sujeito a apelação.
- O caso envolve o spyware Predator, desenvolvido pela Cytrox; o telefone do jornalista Thanasis Koukakis foi infectado, e rastros foram encontrados em dezenas de aparelhos de políticos, ministros, funcionários de inteligência e empresários.
- O escândalo de grampos abalou a Grécia desde 2022, levando à demissão do chefe de inteligência (EYP) e do chefe de gabinete do primeiro-ministro; o governo nega qualquer wrongdoing.
- Em 2024, a procuradoria da Suprema Corte arquivou o caso contra o serviço de inteligência do estado e encaminhou os quatro réus para julgamento por contravenções.
- O tribunal encaminhou o caso a autoridades para investigações adicionais de crimes potencialmente mais graves, incluindo espionagem.
Um tribunal em Atenas concluiu que o fundador da empresa de vigilância Intellexa, Tal Dilian, e três outras pessoas foram culpados por violar dados pessoais entre 2020 e 2021. Esses indivíduos foram condenados a penas de prisão, no mais recente desdobramento do escândalo de espionagem que sacudiu a Grécia desde 2022.
A decisão ocorreu na Corte de Falhas de Atenas, nesta quinta-feira. Cada condenado recebeu um total de 126 anos e oito meses de prisão, mas o tempo efetivo a cumprir fica limitado a oito anos. A sentença ainda pode ser objeto de recurso.
Segundo documentos do tribunal, o caso envolve o uso de malware de telefone para acessar dados de diversas pessoas, incluindo o jornalista Thanasis Koukakis. A investigação traçou ligações entre Predator, software desenvolvido pela Cytrox, e dispositivos de políticos, ministros, funcionários de serviços de Inteligência e empresários.
A corte também encaminhou o caso para que novos inquéritos apurem crimes adicionais e violências mais graves, possivelmente incluindo espionagem. Em 2024, o Ministério Público da Suprema Corte abriu procedimento contra o serviço de Inteligência do Estado (EYP) e encaminhou a atuação de quatro réus para novos julgamentos administrativos. A gestão negou irregularidades e sostenou que não houve escuta ilegal.
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