- Yolanda Díaz anunciou, em carta pública, que não será candidata às próximas eleições gerais de 2027.
- Ela continuará atuando no governo para cumprir o mandato e avançar as medidas pendentes.
- O anúncio ocorre poucos dias depois do lançamento da coalizão entre IU, Más Madrid, Comunes e Movimento Sumar.
- Díaz foi fundamental para a aliança de quinze organizações que levou a treze deputados em eleições anteriores e apoiou o governo de coalizão com o PSOE.
- A decisão abre espaço para debate sobre a sucessão na esquerda, com as siglas buscando manter a unidade, ainda sem nome definido para substituição.
Yolanda Díaz anunciou hoje que não será candidata às próximas eleições gerais de 2027. A vice-presidentea segunda do governo espanhol, ministra do Trabalho e líder da coalizão Sumar, confirmou a decisão em uma carta publicada nas redes sociais. Ela afirmou ter decidido com serenidade e explicou que continuará trabalhando no governo para cumprir o mandato concedido pelas urnas.
A mensagem foi divulgada poucos dias após o lançamento da aliança entre IU, Más Madrid, Comunes e Movimiento Sumar. Díaz já havia decidido não integrar o ato de apresentação da coalizão, sinalizando sua saída futura da política institucional após 2027.
A líder gallega foi instrumental na formação de uma frente com 15 organizações, que garantiu 31 deputados em 23-J e contribuiu para a reedição de um governo de coalizão com o PSOE. Com o anúncio, entra o debate sobre a sucessão na esquerda unitária.
No texto, Díaz ressalta conquistas do atual governo, como queda da taxa de desemprego, aumento do salário mínimo para 1.221 euros e avanços em direitos trabalhistas e femininos. Ela cita ainda a redução da pobreza juvenil e mudanças em políticas de cuidados e residência.
A dirigente descreve o momento político como de excepcionalidade democrática e faz comparação com políticas de países que apontam para o extremismo. Ela afirma que o modelo governista tem mostrado como fazer as coisas de outra forma.
Díaz reconhece que o caminho da esquerda envolve desafios internos e tensões com outras forças da coalizão. Ela relembra que, apesar das dificuldades, não se arrepende de ter entrado na política e afirma estar orgulhosa das realizações coletivas.
A decisão abre espaço para que as legendas da esquerda discutam a sucessão de forma acelerada. Casas políticas já tratam a necessidade de definir liderança e estratégias de unidade para as eleições de 2027, sem uma alternativa clara no momento.
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