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Trump promove agenda drill, baby, drill sem mencionar crise climática

Trump exalta a produção de petróleo e a agenda "drill, baby, drill", sem mencionar a crise climática, enquanto críticos apontam impactos em empregos e energia limpa

A Texas flag hangs in Center Point after severe floods in July last year.
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  • O presidente Donald Trump apresentou, no discurso do State of the Union, a agenda “drill, baby, drill” e criticou a noção de crise climática, sem mencionar explicitamente as palavras “mudança climática.
  • Trump afirmou que a produção de petróleo nos Estados Unidos cresceu mais de 600 mil barris por dia e que a produção de gás natural está em alta.
  • Críticos ressaltam que, desde que assumiu, a busca por independência energética resultou na perda de milhares de empregos em mineração, petróleo e gás.
  • O governo tem atuado contra energias renováveis, atrasando projetos e enfraquecendo incentivos, o que, segundo especialistas, afeta empregos no setor de energia limpa.
  • Trump anunciou promessas de “proteção aos ratepayers” para conter aumentos de tarifas elétricas, alegando que grandes empresas de tecnologia arcarão com parte dos custos de energia.

O ex-presidente Donald Trump exaltou sua agenda de exploração de petróleo e gás durante o discurso do State of the Union, criticando a política climática do governo atual e apresentando dados sobre produção de energia nos EUA. O tema não incluiu a expressão clima, mas a crise climática esteve presente de forma implícita ao longo de 108 minutos de fala.

Trump destacou o aumento da produção de petróleo americano e afirmou que a produção de gás natural atingiu níveis recordes, afirmando ter cumprido a promessa de ampliar a exploração de recursos. Em meio a esse tom, o ex-presidente citou eventos recentes, como enchentes em Texas, mencionando episódios de resgate.

Apesar das afirmações de crescimento na indústria fóssil, dados independentes indicam queda no emprego em setores relacionados desde o início da gestão de Trump, com cerca de 15 mil empregos perdidos em mineração, petróleo e gás natural, segundo análises de institutos de pesquisa. A expansão dos combustíveis fósseis também foi acompanhada por cortes em políticas de renováveis.

Impactos no emprego e na energia

Relatórios de organizações ambientais apontam que a geração de empregos ligados a energia limpa sofreu perdas significativas, com quase 173 mil vagas reduzidas, devido a cortes e atrasos em projetos de energia solar e eólica. Críticos dizem que esse recuo pode afetar a diversificação da matriz energética.

Em relação à energia, a transição para fontes renováveis permanece econômica em muitos cenários, segundo estudos de mercado. Observadores apontam que o bloqueio de projetos de vento e solar reduz o potencial de oferta, principalmente diante da expansão de centros de dados e da demanda associada.

Planos de tarifas e tecnologia

Durante o discurso, Trump citou propostas para proteção de tarifas de energia, apresentando alegações de que grandes empresas de tecnologia deveriam arcar com custos adicionais de energia em locais com novos data centers. O objetivo é evitar aumento de tarifas para consumidores.

Especialistas ressaltam que a realidade de custos mostra elevação para famílias americanas, com aumentos médios nas contas de luz nos últimos anos. Organizações ambientais duvidam da eficácia de medidas que não atacam as causas estruturais do aumento de tarifas.

Contexto e avaliações

Analistas destacam que iniciativas para acelerar centros de dados e plantas fósseis ampliam a demanda por energia. Críticos argumentam que políticas públicas devem equilibrar crescimento econômico e metas climáticas, fortalecendo infraestrutura de energia limpa para manter custos estáveis.

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