- O Tesouro convocou o thinktank de Tony Blair e empresas de tecnologia para orientar a implantação de IA em serviços públicos no Reino Unido.
- A reunião, presidida por James Murray, contou com o diretor de IA do Instituto Tony Blair para Mudança Global, o presidente da IBM e executivos de IA, incluindo Faculty AI (agora parte da Accenture) e Dex Hunter-Torricke, ex-assessor de comunicação.
- O objetivo é identificar prioridades de investimento e promover eficiências no setor público, com feedback para a próxima revisão de gastos.
- O grupo Foxglove, ligado à defesa de equidade tecnológica, afirmou que a aproximação com grandes empresas de tecnologia é arriscada por potenciais conflitos de interesse.
- O governo já assinou memorandos com OpenAI, Anthropic e Google DeepMind, recebeu 1 milhão de dólares da Meta para financiar especialistas em IA e mantém contratos com Palantir; o vice-primeiro ministro David Lammy informou planos de ampliar o uso de IA no sistema judiciário.
Foi anunciada uma consulta sobre uso de IA no governo do Reino Unido, envolvendo o Tesouro, o thinktank do ex-primeiro-ministro Tony Blair e empresas privadas de tecnologia. A ideia é orientar a aplicação de IA em serviços públicos e aumentar eficiência fiscal.
A reunião ocorreu na última quarta-feira, com a presença de James Murray, secretário-chefe do Tesouro, e representantes do Tony Blair Institute for Global Change, além de executivos da IBM e de empresas de IA como Faculty AI e Dex Hunter-Torricke, ex-assessor de comunicação de grandes plataformas. O objetivo é obter diretrizes sobre prioridades de investimento.
Murray destacou que esse grupo irá fornecer análises diretas sobre a abordagem de IA e ajudará a embasar o próximo ciclo de cortes de gastos. A orientação deve entrar nos planos de eficiência antes da revisão orçamentária seguinte.
Crítica e controvérsias
O encontro atraiu críticas de organizações de defesa de tecnologia para a igualdade de acesso digital. O grupo Foxglove questiona a relação entre governo e grandes empresas de tecnologia, avaliando risco de conflito de interesses ao influenciar compras de IA.
Segundo críticos, o governo tende a ser criticado pela forma de contratação de IA, pela carência de talentos qualificados em Whitehall e pela dificuldade de transformar pilotos em projetos amplos. O tema envolve governança, recrutamento e governança de dados.
Parcerias e contratos
O governo já assinou memorandos com OpenAI, Anthropic e Google DeepMind. Também recebeu apoio financeiro de Meta para desenvolver soluções de IA voltadas à segurança nacional e à defesa, além de contratos em saúde, defesa e policiamento com Palantir.
Nesta semana, o vice-primeiro-ministro David Lammy anunciou, em evento da Microsoft em Londres, planos para ampliar o uso de IA no sistema judiciário. A iniciativa busca acelerar decisões e eficiência no setor.
Laura Gilbert, ligada ao Tony Blair Institute, deve integrar o time de palestrantes na reunião e lidera a atuação da instituição em IA. O TBI recebe apoio financeiro significativo, com mais de 250 milhões de libras originárias da Ellison Foundation, ligada ao fundador da Oracle.
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