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STF julga hoje o futuro dos penduricalhos após menção à regra de transição

STF analisa hoje a suspensão de penduricalhos acima do teto; plenário pode confirmar a medida e estabelecer regra de transição

Flávio Dino, ministro do STF
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  • STF começa a julgar hoje se mantém a suspensão de penduricalhos acima do teto do funcionalismo, valorado em R$ 46,3 mil, em decisão liminar de Flávio Dino; julgamento no plenário ocorre a partir das 14h.
  • Dino fixou 60 dias para que os órgãos públicos apresentem todas as verbas remuneratórias e indenizatórias e as leis que embasam esses pagamentos.
  • Em 19 de fevereiro, o ministro complementou a medida, proibindo a edição de novas leis que assegurem penduricalhos acima do teto, incluindo efeitos retroativos.
  • Foram citados exemplos como o auxílio locomoção, licença compensatória de um dia a cada três, e os chamados auxílios “auxílio-peru” e “auxílio-panetone” pagos pelo Judiciário perto do Natal.
  • A ação envolve procuradores de cidades litorâneas de São Paulo; o Congresso aprovou penduricalho, Lula sancionou o reajuste mas vetou dispositivos que autorizavam esses adicionais. STF, Câmara e Senado discutiram, em reunião, uma proposta de regra de transição para respeitar o teto.

O STF começa a decidir hoje se mantém a suspensão de pagamentos de penduricalhos acima do teto constitucional no funcionalismo. A medida envolve a liminar de Flávio Dino e será apreciada pelo plenário a partir das 14h. A dúvida central é manter ou não as verbas acima do teto de R$ 46,3 mil.

Dino determinou, em fevereiro, que órgãos públicos demonstrem todas as remunerações e as leis que embasam esses pagamentos. A pasta pediu transparência de Executivo, Legislativo e Judiciário sobre verbas remuneratórias e indenizatórias.

No dia 19, o ministro ampliou a decisão para proibir novas leis que assegurem penduricalhos acima do teto, inclusive com efeitos retroativos. Entre os exemplos citados estão auxílios como locomoção, licença compensatória e benefícios próximos ao Natal.

Contexto jurídico e regras em discussão

A ação que motivou a decisão envolve procuradores de cidades litorâneas de São Paulo, contestando o pagamento de honorários além do teto. Eles argumentam direito a remuneração em ações que atuam, dentro do teto, conforme a lei.

Ontem, STF, Câmara e Senado reuniram-se em caráter preparatório para o julgamento. Edson Fachin afirmou que será proposta uma regra de transição compatível com a Constituição e o teto. Também participaram Davi Alcolumbre e Hugo Motta.

A medida de Dino surgiu após o Congresso aprovar, em parte, penduricalhos que permitiam ultrapassar o teto. Lula sancionou o reajuste para servidores, mas vetou dispositivos que autorizavam tais adicionais.

O ministro determinou ainda que o Congresso regulamente o funcionamento das verbas indenizatórias. Ele ressaltou que, em 2024, houve emenda constitucional que autorizava benefícios fora do teto, desde que previstos em lei específica.

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