- A chefe da Unite, Sharon Graham, pediu que a chanceler Rachel Reeves apoie o plano de investimento em defesa ou seja demitida, caso o Tesouro Bloqueie o projeto multibilionário.
- Graham disse que milhares de empregos correm risco e pediu ao governo que “apoie a indústria britânica” assinando futuros contratos de defesa.
- Ela pediu ainda a Keir Starmer que cumpra o que prometeu: aumentar o gasto militar para 2.5% do PIB até 2027 e, em seguida, para 3.5% até 2035, com aumento real de £30 bilhões, mas poucos novos contratos foram fechados.
- O caso mais crítico envolve a fábrica de helicópteros Leonardo em Yeovil, a única candidata a um contrato de fabricação de £1 bilhão, com 3.300 empregos em jogo e prazo de 1 de março para a decisão.
- O plano de defesa, que envolve £67 bilhões em compromissos, está atrasado para março ou abril; o Tesouro questiona a viabilidade financeira, enquanto o Ministério da Defesa solicita £28 bilhões adicionais nos próximos quatro anos.
O que aconteceu: Sharon Graham, líder da Unite, pressionou o Ministério da Economia a aprovar o plano de investimento em defesa, sob pena de desligamento de Rachel Reeves. A mobilização ocorreu em frente ao Downing Street, durante protesto da sindicalista e da confederação.
Quem está envolvido: Unite, a maior central sindical britânica, lidera a exigência. Em jogo, Reeves, a chanceler, e Keir Starmer, líder do Labour. Empresas da indústria de defesa e trabalhadores da Leonardo, em Yeovil, também compõem o quadro.
Quando e onde: o protesto ocorreu recentemente em Londres, diante do número 10. O debate sobre o plano se mantém desde o anúncio, com publicações esperadas para março ou abril.
Por quê: o plano envolve 67 bilhões de libras em compromissos ligados à revisão estratégica de defesa, com a defesa estimando necessidade adicional de 28 bilhões para os próximos quatro anos. A Câmara discute financiamento e prazo.
Situação do contrato em Yeovil
A fábrica de helicópteros da Leonardo em Yeovil figura como a única candidata a um contrato de fabricação de cerca de 1 bilhão de libras. A unidade emprega 3.300 pessoas, com salário médio de 58 mil libras anuais. A empresa italiana alerta que pode fechar se o contrato não for assinado até 1º de março.
Adam Dance, deputado liberal democrata de Yeovil, afirmou que a cidade sofre com a incerteza, citando impacto na hotelaria local e no mercado imobiliário. A avaliação aponta que a continuidade da fábrica depende da decisão governamental sobre o edital.
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