- A ministra da Cultura da França, Rachida Dati, anunciou sua demissão para se concentrar nas eleições municipais de Paris, marcadas para 15 e 22 de março.
- Dati é a atual prefeita do 7º arrondissement de Paris e já não se apresentará à reeleição, centrando-se na candidatura à prefeitura.
- Pesquisas mostram Emmanuel Grégoire à frente na corrida, com 32% na primeira volta (15 de março) frente a 30% de Dati; o segundo turno é no dia 22 de março.
- A ex-ministra pertence ao partido Conservador Os Republicanos e enfrenta investigações por corrupção e tráfico de influências, com julgamento previsto para setembro; é acusada de ter recebido 900 mil euros entre 2010 e 2012.
- Dati comunicou que deixa o governo para dedicar-se integralmente à campanha, citando questões a resolver no Louvre e mencionando que “a batalha de minha vida é Paris”.
Rachida Dati anunciou sua dimissão do governo francês para se dedicar à campanha municipal de Paris, com as eleições marcadas para 15 e 22 de março. A ministra de Cultura, filiada aos Republicanos, afirmou que a mudança permite focar na disputa pela prefeitura da capital.
A ex-juíza já é candidata a prefeita no 7º arrondissement de Paris e disputou o mandato com a atual prefeita Anne Hidalgo. Pesquisas indicam vantagem para o substituto de Hidalgo, Emmanuel Grégoire, entre a esquerda, no primeiro turno de 15 de março.
Dati participa ativamente da campanha há semanas, com vídeos que mostram encontros com garis e visitas a áreas de moradores de rua. A saída ocorre em meio a críticas e a um processo por corrupção e tráfico de influências, com julgamento previsto para setembro.
Contexto político e próximos passos
O governo agradeceu a atuação de Dati, que também enfrentou polêmicas e investigações sobre recebimento de 900 mil euros entre 2010 e 2012, quando era eurodeputada. A acusação envolve atuação de lobby junto ao Parlamento.
A ministra foi nomeada em janeiro de 2024, no governo de Gabriel Attal, e permanece entre os poucos integrantes que chegaram ao fim de mudanças governamentais. Ela citou a necessidade de dedicar-se integralmente à campanha e aos temas de Paris.
A decisão ocorreu um dia após a saída de Laurence Des Cars da direção do Louvre, envolvida em controvérsias relativas a recentes incidentes no museu. A dimensão municipal da disputa em Paris tende a influenciar o cenário político nacional.
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