- A Polícia de Canberra devolveu pôsteres de arte que mostram Donald Trump e outros líderes mundiais em uniformes nazistas ao espaço Dissent Café e Bar, após verificar que não houve atos criminosos sob as novas leis de símbolos de ódio.
- O inquérito concluiu que os cartazes atenderam a alguns aspectos da legislação, mas não a outros, o que resultou na rejeição de acusações criminais.
- O proprietário do espaço, David Howe, informou que a visita policial causou o fechamento temporário do local e a suspensão de uma apresentação de uma banda interestadual.
- O senador David Pocock pediu desculpas ao proprietário e afirmou que as leis, aprovadas em janeiro, são frágeis e apressadas, defendendo uma revisão independente e uma investigação no Senado.
- As leis permitem exceções para fins artísticos, educacionais ou científicos, desde que não violem o interesse público; entre os símbolos proibidos estão a suástica e o saludo nazista.
O governo local informou que a Polícia de ACT não acionará acusações criminais em relação a pôsteres exibidos no Dissent Cafe and Bar, em Canberra. Os prints mostravam Trump, Netanyahu, Elon Musk, JD Vance e Nigel Farage em uniformes nazistas. A polícia retirou as peças após uma denúncia, para verificar possíveis violações da legislação de símbolos de ódio.
Os posters foram apreendidos na semana passada e removidos para investigação. A análise concluiu que os quadrinhos atendem a alguns aspectos da lei, mas não a todos. Assim, não houve continuidade de processo criminal, e as obras serão devolvidas ao proprietário.
O estabelecimento, propriedade de David Howe, ficou sem funcionar por cerca de duas horas, segundo ele, o que cancelou uma apresentação internacional. Pouco tempo depois, as imagens foram recolocadas na janela com a palavra censurada em letras vermelhas, permanecendo lá por seis dias.
O senador David Pocock pediu desculpas ao proprietário e afirmou que a lei é falha e apressada. Ele também levantou a necessidade de uma revisão independente e de uma investigação no Senado sobre as leis de símbolos de ódio.
Para a comunidade local, a situação gerou questionamentos sobre expressão artística e segurança pública. O MLA Thomas Emerson destacou que, embora não tenha ocorrido crime, é essencial garantir que episódios semelhantes não se repitam.
As novas regras, aprovadas em janeiro, prevêem exceções para uso artístico, científico, educacional ou literário, desde que não seja contra o interesse público. Entre os símbolos proibidos estão a suástica e o sinal de alerta nazista.
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