Em Alta NotíciasFutebolPolíticaBrasilEsportes

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Irmãos políticos brasileiros condenados por encomendar assassinato de vereador do Rio

Irmãos Brazão são condenados pelo assassinato de Marielle Franco; penas somam 76 anos e 3 meses, após décadas de investigações e impacto na luta contra impunidade

João Francisco Inácio Brazão arrives in Brasília on 24 March 2024, after being arrested in Rio de Janeiro, Brazil.
0:00
Carregando...
0:00
  • O Supremo Tribunal Federal condenou João Francisco Inácio Brazão (Chiquinho) e Domingos Inácio Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão por ordenarem o assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, no Rio de Janeiro.
  • Os irmãos também foram considerados culpados pela tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, assessora de imprensa da vereadora na época.
  • a decisão foi unânime; Marielle Franco era vereadora, negra e ativista, criticando violência policial e corrupção, o que, segundo o veredito, ligou o crime a interesses políticos e de milícias no estado.
  • Rivaldo Barbosa, então chefe da divisão de homicídios, não foi condenado pelo assassinato, mas teve culpa reconhecida por obstrução de justiça e corrupção; dois ex-policias já haviam sido condenados anteriormente pelo caso.
  • Reações destacaram o marco na luta contra a impunidade e pela defesa de direitos humanos; familiares de Marielle elogiaram a decisão e destacaram o reconhecimento da responsabilidade.

Dois irmãos influentes da política brasileira foram condenados pela mais alta corte do país pela ordem de homicídio de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro assassinada há quase oito anos. João Francisco Inácio Brazão, conhecido como Chiquinho, ex-deputado, e Domingos Inácio Brazão, ex-assessor do tribunal de contas do Rio, receberam pena de 76 anos e três meses de prisão pela morte de Franco, de 38 anos, e de seu motorista, Anderson Gomes, de 39. Os juízes também consideraram culpados os irmãos pela tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, assessora de imprensa da vereadora à época, que sobreviveu.

A decisão foi unânime. Além das condenações, a Justiça responsabilizou os irmãos pela atuação que teria ligação com milícias que atuam na região e com irregularidades envolvendo ocupação de terras e atividades de desenvolvimento imobiliário. O veredito marca o desfecho de uma investigação longa, que teve mudanças de investigadores, destruição de evidências e, inicialmente, entraves ao andamento do caso.

Contexto e desdobramentos

O caso trouxe ao centro do debate o elo entre política, violência e atividades de milícias no Rio. Anteriormente, dois policiais que participaram do crime já haviam sido condenados em decisão à parte, com penas que variaram após acordos de colaboração com investigadores. Ainda não houve condenação direta do então chefe da divisão de homicídios por participação no homicídio, mas ele foi considerado culpado por obstrução de justiça e corrupção.

Franco era uma figura em ascensão, defensora de direitos de moradores vulneráveis e crítica de violência policial. A irmã da vereadora, Anielle Franco, que ocupa cargo no governo federal, pediu que o país siga com a justiça para enfrentar a violência ligada à política e ao racismo. A Justiça brasileira destacou, na leitura da sentença, a importância de responsabilizar quem ordenou e participou do crime, preservando a memória de Franco e de Anderson Gomes.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais