- O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o Irã de desenvolver mísseis capazes de atingir os Estados Unidos e de seguir ambições nucleares sinistras.
- O Irã reagiu, chamando as afirmações de Trump de “grandes mentiras” e dizendo que busca um acordo justo e rápido.
- As negociações nucleares entre Irã e EUA, retomadas em Genebra com mediação de Omã, devem começar na quinta-feira seguinte; Teerã afirma que há oportunidade de acordo ao alcance da mão.
- O Irã afirma que não tem ambições militares nucleares, defende direito civil à energia nuclear e destaca que quer priorizar a diplomacia para resolver as questões.
- Em meio aos protestos internos, autoridades iranianas reconhecem mais de 3 mil mortos, com números divergentes de organizações internacionais, e estudantes voltam a protestar em Teerã desde o reinício das aulas.
O Irã rebateu nesta quarta-feira acusações dos Estados Unidos sobre seu programa nuclear e balístico, classificado como mentiras pelo porta-voz da diplomacia iraniana. A resposta ocorreu após Trump afirmar que Teerã desenvolve mísseis capazes de alcançar o território estadounidense.
Trump havia feito as acusações durante o discurso sobre o Estado da União, destacando que o Irã avança com ambições nucleares e mísseis que podem atingir bases americanas. O governo americano enviou reforços militares ao Golfo em meio às tensões.
O Irã, por meio do ministro das Relações Exteriores, afirmou que a fala de Trump não corresponde à realidade e que a diplomacia é o caminho para um acordo. O governo de Teerã diz estar determinado a um entendimento justo e rápido.
Diplomacia em Genebra
Antes da retomada das negociações em Genebra, com mediação de Omã, o Irã sinalizou disponibilidade para um acordo que atenda às preocupações de ambas as partes. O chanceler iraniano disse que o tema está ao alcance da mão.
Washington e Teerã já realizaram cinco rodadas de diálogo nuclear, interrompidas pela guerra na região. O Irã defende uso civil de energia nuclear sob o TNP, enquanto sustenta o direito de negociação pacífica.
Protestos estudantis em Teerã
O Irã nega ambições militares nucleares, mas registra protestos estudantis contra o governo. Fontes oficiais indicam mortes nas repressões, com números divergentes entre órgãos iranianos e organizações internacionais.
A porta-voz do governo reconheceu direito de manifestação, desde que não haja ultrapasos. Vídeos nas redes sociais mostram incidentes em universidades com símbolos de insatisfação popular.
A selectively do observatório HRANA estima mortes acima de 7 mil nos protestos, número não confirmado pelas autoridades. A imprensa local relata confrontos pontuais e repressões em universidades de Teerã.
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