- O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, pretende judicializar as regras da eleição indireta que escolherá seu substituto no mandato-tampão, que termina em abril.
- Nicolla Miccione, secretário da Casa Civil, é apontado por Castro como favorito para a eleição indireta ao Palácio Guanabara, mas sem anúncio oficial.
- O senador Flávio Bolsonaro quer que Douglas Ruas, já anunciado como candidato ao governo do estado, também participe da disputa pelo mandato-tampão.
- A indefinição evidencia disputas internas e pressões políticas; aliados de Castro estudam uma saída jurídica diante de uma lei da Alerj que reduziu o prazo de desincompatibilização para vinte e quatro horas.
- Se a Justiça mantiver o prazo de seis meses, Nicolla Miccione e Douglas Ruas não poderiam concorrer, o que geraria nova rodada de negociações.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), planeja judicializar as regras da eleição indireta que escolherá seu sucessor no chamado mandato-tampão. Ele deixará o cargo em abril para disputar o Senado, mantendo o foco na definição de um nome para a transição.
Castro aponta Nicolla Miccione, atual secretário da Casa Civil, como seu favorito para representar o governo na eleição indireta. Ainda não houve anúncio oficial de aliados sobre essa indicação formal.
A indefinição expõe disputas internas no PL. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, pressiona para incluir o deputado Douglas Ruas (PL-RJ) na mesma disputa pelo governo-tampão.
Desincompatibilização e riscos jurídicos
Aliados de Castro avaliam uma saída jurídica diante de uma nova regra. A Alerj aprovou reduzir o prazo de desincompatibilização de seis meses para 24 horas para quem concorre na eleição indireta.
Caso o Judiciário mantenha o prazo anterior, Nicolla Miccione e Douglas Ruas estariam inelegíveis, abrindo espaço para novas negociações entre as siglas. O pleito indireto está previsto para maio, em meio à vacância do cargo.
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