- O congressista texano Al Green foi removido da sessão do Estado da União após empunhar o cartaz com a frase “Black people aren’t apes”.
- Foi a segunda vez seguidas que Green é retirado do discurso anual, desta vez após permanecer no corredor ao lado do plenário.
- Enquanto Trump falava, muitos democratas ficaram sentados, ao passo que parte dos republicanos aplaudia.
- Vários republicanos tentaram tomar o cartaz de Green, que saiu do plenário com um bastão de apoio.
- Green disse que não houve impedimento para agir e que é necessário tomar posição; outras democratas, como Rashida Tlaib e Ilhan Omar, criticaram o conteúdo do discurso.
Do congress, o plenário da Câmara dos EUA vivenciou uma noite de protesto durante o discurso do Estado da União. O republicano Donald Trump discursava quando o democrata Al Green foi removido do plenário. O fato ocorreu na sessão realizada na noite de terça-feira, no Capitólio, em Washington. Green exibiu um cartaz com a frase Black people aren t apes e foi encaminhado à saída pelos agentes. O gesto ocorreu em meio ao discurso, em que parte dos democratas permaneceu sentada.
Enquanto o congressista Texas Al Green se retirava, outros parlamentares republicanos tentaram interceptar o cartaz para impedir que fosse captado pelas câmeras. O senador Markwayne Mullin também se aproximou do congressista durante a retirada. O episódio marcou a segunda vez, consecutiva, em que Green é removido de uma defesa do presidente durante o evento anual.
Paralelamente, o clima na casa foi de apoio aos republicanos, que se levantaram para aplaudir grande parte do pronunciamento de Trump. Em meio ao tom da fala, algumas vozes democratas reagiram de forma crítica, mantendo postura de oposição durante o restante do discurso.
Reações no plenário
Democratas permaneceram majoritariamente sentados enquanto o presidente defendia sua agenda de imigração e a solicitação de financiamento ao Departamento de Segurança Interna. Rashida Tlaib chamou atenção ao protestar com um pin que pediu a liberação de arquivos. Ilhan Omar também se manifestou com tom crítico, diante das declarações de Trump sobre políticas públicas.
O congressista Green afirmou a repórteres que a ação teve impacto simbólico, mas que não houve efeito prático. Ele ressaltou que sua posição é de defesa de direitos civis e que a retirada não diminui sua atuação legislativa. Green registra histórico de críticas a Trump, incluindo pedidos de impeachment já em 2017.
A cena gerou debate sobre provisões de ordem no plenário e sobre o uso de protestos durante o Estado da União. Em notas oficiais, a liderança do Congresso afirmou manter o decoro institucional, sem comentar gesto específico de Green. A cerimônia seguiu com o restante do discurso e as votações subsequentes.
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