- O governo do Reino Unido reiterou que a transferência das Ilhas Cagosas para Maurício segue em curso, após um deputado afirmar que o acordo estava “pausado”.
- O ministro do Exterior, Hamish Falconer, disse em sessão parlamentar que há um processo em curso no parlamento e que as discussões com os EUA estão em pausa, o que gerou confusão.
- Fontes do Ministério das Relações Exteriores afirmaram que Falconer se enganou, acrescentando que não houve pausa nem prazo definido para o anúncio.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a ideia de entregar as ilhas a Maurício, chamando-a de “erro” de Keir Starmer, e afirmou que o acordo poderia prejudicar a presença estratégica dos EUA na região.
- A líder da oposição, Priti Patel, acusou o governo de virar as costas ao país e pediu que o primeiro-ministro Keir Starmer encerre o processo, sob pressão por parte de afiliados ao partido.
O governo do Reino Unido reiterou que o acordo para transferir as Ilhas Chagos para Mauritius continua em andamento, apesar de um ministro ter dito aos deputados que o processo estava “pausado”. A afirmação ocorreu em meio a críticas de oposição e de Donald Trump.
Falconer, ministro do Foreign Office, disse que o tratado passa pelo parlamento e que haverá retorno em momento oportuno, acrescentando que houve uma pausa para discussões com autoridades americanas. Procuradores da pasta negaram a existência de qualquer paralisação formal.
O tema ganhou contornos políticos após o presidente dos EUA mencionar, em redes sociais, que a negociação era uma falha para o Reino Unido. A fala gerou pressão adicional sobre o governo e sobre o líder do Partido Trabalhista, Keir Starmer.
Reação e desdobramentos
A oposição, representada pela secretária-executiva de Relações Exteriores, Priti Patel, criticou a comunicação do governo e pediu que a questão seja tratada com clareza. Ela está em Washington para tratar do tema com autoridades locais.
Farage, líder do Reform UK, utilizou o episódio para questionar a condução britânica e acusou o governo de tentativas de impedir deslocamento de voluntários às ilhas. O episódio mobilizou debates sobre a soberania e o uso de bases militares no arquipélago.
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