- A líder liberal Jess Wilson anunciou plano para expandir a zona central de Melbourne, levando o CBD a incluir Collingwood, Fitzroy, Fishermans Bend, North Melbourne, Parkville e trechos de Southbank.
- A ideia permite elevar limites de altura, aumentar densidade e incentivar desenvolvimento para “restaurar a vitalidade” da cidade; também prevê acelerar 27 planos estruturais de áreas de crescimento ao redor de Melbourne.
- O governo de Labor projeta cerca de 180 mil casas nessas áreas de crescimento em uma década; Wilson afirma que a entrega pode ser mais rápida e propõe reformar a contribuição para infraestrutura.
- A proposta de Wilson sobre o centro da cidade overlap com o plano de Labor de reclassificar 50 áreas centrais ligadas ao transporte público, mas ela rejeita o modelo de “centros de atividade” do governo.
- A discussão também tem viés político, visando eleitores millennials; Allan critica a divisão da cidade que poderia excluir jovens, enquanto setores apontam riscos de infraestrutura ao acelerar mudanças.
O duelo político sobre habitação em Victoria ganhou contornos claros. A líder da oposição liberal, Jess Wilson, anunciou nesta semana um plano para ampliar a zona da capital, Melbourne, incluindo áreas como Collingwood, Fitzroy, Fishermans Bend, North Melbourne, Parkville e partes de Southbank já não contempladas. A medida reduz restrições de altura, aumenta densidade e busca incentivar o desenvolvimento para revitalizar o centro.
Wilson também prometeu acelerar 27 planos estruturais de bairros existentes nas regiões de expansão de Melbourne. O governo de Labor prevê cerca de 180 mil moradias nessas áreas ao longo de uma década; a oposição afirma que é possível avançar mais rápido. Além disso, a líder liberal disse trabalhar com conselhos regionais para identificar infraestrutura necessária, sem detalhar custos.
Desafios e pontos em disputa
A proposta liberal coincide com a estratégia de Jacinta Allan, que planeja rezonear 50 áreas centrais de Melbourne próximas a transportes públicos para viabilizar até 300 mil moradias até 2051. Embora haja contraste, grande parte do conteúdo se sobrepõe às metas já em curso.
O jornalismo local aponta que o mapa utilizado pela oposição na imprensa corresponde a áreas já previstas pelo governo, destacando a coordenação com infraestrutura planejada para manter serviços compatíveis com o ritmo de construção. O criticado atraso em infraestrutura nas periferias é citado como argumento para as propostas.
Finanças e impactos
A oposição sustenta reformar a contribuição de infraestrutura para áreas de crescimento, buscando liberar recursos para uso próximo às comunidades geradas pela expansão. Já o governo defende que as áreas de maior proximidade com transporte e serviços formam o núcleo das escolhas.
A disputa também envolve o papel de centros de atividade municipal. Labor aponta que várias zonas centrais ocupam áreas do eleitorado liberal, influenciando eleitores jovens, que costumam priorizar moradia acessível. O debate aponta para efeitos eleitorais além do planejamento urbano.
Reações e cenários
O setor imobiliário recebeu com cautela as propostas: parte do mercado elogia o foco em acelerar projetos; outros alertam para necessidade de infraestrutura robusta para acompanhar o crescimento. Observadores avaliam que mudanças no zoneamento não bastam sem redes de apoio adequadas.
Nenhuma das propostas, até o momento, impõe modelos de densidade únicos ou padrões de altura oficiais, apenas abrem caminhos para revisões locais. A continuidade da discussão dependerá de como cada linha será implementada e financiada nos próximos meses.
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