- Trump apresentará o discurso do Estado da União em meio a uma dupla polarização no país, com as midterms se aproximando e mais eleitores desaprovando do que aprovando seu governo.
- Na economia, o último trimestre de 2025 registrou crescimento do PIB em 1,4%, abaixo do esperado; foram criados 130 mil empregos em janeiro, e o consumo segue robusto, segundo dados recentes.
- Sobre tarifas, a Suprema Corte determinou que Trump excedeu a autoridade em sua política de tarifas; diante disso, o presidente anunciou tarifas de 15% em certa medida, mantendo o foco no tema.
- No campo da imigração, o aumento de atuação federal em cidades como Minneapolis gerou críticas públicas após incidentes envolvendo cidadãos dos EUA durante operações de deportação.
- Fora dos EUA, cresce a tensão com o Irã e questões envolvendo Venezuela e aliados, com o governo colocando-se como agente de paz em meio a retóricas de intervenção.
Donald Trump vai fazer o discurso do Estado da União em um país fortemente polarizado, com as midterms se aproximando e avaliações de pesquisa indicando mais desaprovação do que aprovação à gestão dele. O evento ocorre em um momento de cobrança interna sobre economia, imigração, tarifas e política externa.
Na economia, dados divulgados recentemente apontam crescimento do PIB de 1,4% no último trimestre de 2025, abaixo da previsão de 3%. Ainda assim, houve criação de cerca de 130 mil empregos em janeiro e consumo no varejo permaneceu forte. A percepção de inflação e custo de vida preocupa o eleitorado.
Sobre tarifas, uma decisão da Suprema Corte derrubou parcialmente a estratégia de Trump de utilizar tarifas para estimular manufatura. O tribunal argumentou que o presidente excedeu poderes sob a lei de emergências econômicas. O governo reagiu, mantendo a adoção de tarifas em alguns setores. A condução desse tema deve voltar ao centro do discurso.
Na imigração, operações de grande escala de fiscalização em cidades como Minneapolis caíram no centro de críticas. Fotos de ações envolvendo agentes federais geraram repercussão e debate sobre abordagem de deportações. A percepção pública aponta para um entalhe crítico: parte do eleitorado avalia que a gestão vai longe demais.
No âmbito externo, há expectativa de que a política externa de linha dura seja revisitável. O uso de força internacional, tensões com o Irã e a relação com a Otan são temas próximos ao discurso, com especulações sobre novas ações e alianças. A agenda externa continua a atrair escrutínio.
No quadro institucional, temas envolvendo o DoJ e investigações que envolvem autoridades e ex-funcionários aparecem com frequência na cobertura. A administração tem defendido suas escolhas, enquanto opositores ressaltam questões de separação de poderes e independência judicial.
Economistas divergem sobre impactos políticos de decisões recentes, como medidas de tarifas, e sobre como isso pode influenciar a popularidade de Trump. Pesquisas indicam que parte do eleitorado que antes apoiava tarifas agora as vê como prejudiciais à renda familiar.
Em meio a esse panorama, a presença de temas como custos com saúde, possíveis cortes a programas federais e mudanças no financiamento de pesquisa científica aparece como parte relevante do debate público. A próxima fala presidencial é aguardada como momento-chave de alinhamento ou de contenção de propostas.
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