- O senador Richard Blumenthal abriu uma investigação no Senado para apurar se a FCC e a Paramount teriam bloqueado Stephen Colbert de veicular entrevista com o candidato democrata James Talarico.
- Blumenthal pediu à FCC e ao CEO da Paramount, David Ellison, informações e documentos, incluindo comunicações com a Casa Branca de Donald Trump.
- Ele acusa Brendan Carr, presidente da FCC, de uma suposta censura partidária para favorecer o Partido Republicano e de abuso de poder para silenciar a imprensa.
- A controvérsia ocorre no contexto de a Paramount buscar a aquisição da Warner Bros. Discovery, em um negócio de 108 bilhões de dólares.
- Colbert acabou exibindo a entrevista no YouTube após o bloqueio; a CBS afirmou ter apenas oferecido orientação jurídica com base em diretriz da administração Trump sobre tempo igual para candidatos.
O Senado dos EUA abriu uma investigação para apurar se a FCC e a Paramount Global, controladora da CBS, impediram Stephen Colbert de veicular uma entrevista com o candidato democrata ao Senado do Texas, James Talarico. A iniciativa partiu do senador Richard Blumenthal, que pediu documentos e comunicações relevantes.
Blumenthal, que lidera temporariamente a subcomissão de investigações, enviou cartas à FCC e ao CEO da Paramount Skydance, David Ellison. O objetivo é esclarecer supostas pressões políticas sobre a cobertura de Colbert e possíveis abusos de poder por parte da agência reguladora.
O inquérito surge no momento em que a Paramount tenta a fusão com a Warner Bros. Discovery, acordo avaliado em cerca de 108 bilhões de dólares. Blumenthal sustenta que a disputa envolve decisões editoriais associadas a interesses governamentais e eleitorais.
Colbert afirmou que foi proibido pelos advogados da CBS de exibir a entrevista com Talarico durante o programa. Em resposta, o apresentador publicou o material no YouTube, onde já acumula expressiva audiência.
A CBS contestou as alegações, dizendo ter apenas seguido orientações legais com base em uma nova diretriz do governo federal relacionada à “regra de tempo igual” para candidatas e candidatos. Segundo a CBS, entrevistas com políticos em programas de late night podem ser afetadas por essa norma.
A investigação agrega-se a controvérsias que envolvem a gestão da CBS desde a nomeação de Ellison, empresário ligado a Washington e amigo de longa data de aliados do governo. O episódio ocorre pouco antes de o Late Show de Colbert encerrar seu ciclo em maio, após mais de 30 anos no ar.
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