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Polícia armada invade universidades iranianas para reprimir protestos estudantis

Polícia encapuzada e forças de segurança ocupam universidades no Irã para sufocar protestos estudantis, em meio a rodada de negociações nucleares em Genebra

Students shown gathering at the Alzahra University in Tehran in a picture posted on social media on Monday.
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  • Polícia disfarçada e forças de segurança, muitas armadas, tentam reprimir protestos estudantis em universidades iranianas, com confrontos em Teerã e Mashhad.
  • Vídeos mostram brigas entre a milícia Basij, apoiada pelo Estado, e estudantes na Universidade de Ciência e Tecnologia; vans com metralhadoras foram vistas fora da Universidade de Teerã.
  • Quase oitenta por cento das universidades já cursam de forma virtual para evitar aglomerações; alunos impedidos de entrar são identificados por participação em protestos anteriores.
  • As manifestações ocorrem em meio à terceira rodada de negociações sobre o programa nuclear, marcada para Genebra entre o ministro das Relações Exteriores, Hossein Amir-Abdollahian, e o enviado dos EUA.
  • HRANA divulgou nomes de sete mil vítimas das protestos de janeiro, enquanto o governo iraniano afirma três mil cento e comentam que a diferença se deve a inconsistências de registros e anonimato.

Armed police e forças de segurança entraram em universidades abertas do Irã para conter o quarto dia de protestos estudantis contra o líder supremo Ali Khamenei. Mojados confrontos foram registrados em alguns campi, com vídeos mostrando confronto entre Basij, milícia apoiada pelo Estado, e estudantes.

Na Cidade de Teerã, registros de batalhas no Campus da Universidade de Ciência e Tecnologia indicam confrontos diretos. Carros pullados com armas foram fotografados próximos à Universidade de Teerã, com manifestações também em Mashhad.

Alguns alunos foram impedidos de entrar em instituições identificados como participantes de protestos anteriores. Administradores anunciaram o fechamento de aulas presenciais; cerca de 80% das universidades já operam de modo remoto para evitar aglomerações.

No conteúdo veiculado pelo Campus da Arte de Teerã, os slogans incluíram vozes de resistência e chamadas por libertação de prisioneiros políticos, além de críticas ao líder. Os manifestantes também atacaram a legitimidade das autoridades.

As manifestações ocorrem em meio às negociações indiretas sobre o programa nuclear em Genebra, entre o ministro das Relações Exteriores iraniano, Hossein Amirabdollahian, e o enviado dos EUA, Steven Witkoff. A imprensa aponta que as conversas contam com mediação omanita.

O procurador-geral Mohammad Mohebi Azad pediu retribuição aos responsáveis pelos protestos, afirmando que agências devem identificar e agir contra eles. O comentário foi feito em meio a críticas sobre o uso da violência contra civis.

Subsequentes análises ressaltam que as negociações dependem de concessões dos EUA, como o reconhecimento de um direito limitado de enriquecimento de urânio no Irã para fins médicos. O governo iraniano procura clareza sobre medidas de cooperação.

Relatos de organizações de direitos humanos indicam números diferentes sobre as mortes nas manifestações de janeiro. A HRANA aponta 7.070 vítimas; o governo iraniano registra 3.117 falecidos, com 131 casos sem registro completo de identidade.

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