- O ministro do Cabinet Office, Josh Simons, está sob investigação por suposto papel em difamar jornalistas.
- Dados divulgados mostram que Simons recebeu £1.250 de Trevor Chinn em 21 de outubro de 2025 e £1.250 em 4 de dezembro de 2025, não declarados dentro do prazo de 28 dias.
- Regra da Câmara dos Comuns exige declarar doações acumuladas acima de £1,5 mil em até 28 dias; a declaração ocorreu no início de fevereiro, 32 dias depois.
- A questão se agrava devido a investigações anteriores sobre doações de Chinn à Labour Together, incluindo £730 mil não declarados entre 2017 e 2020.
- A Labour Together declarou que Simons, ao conduzir a investigação, pediu apuração de jornalistas do Sunday Times após reportagem sobre as doações.
O ministro do Gabinete, Josh Simons, está sob investigação sobre seu papel em supostas ações para prejudicar jornalistas. Ele declarou, de forma tardia, doações pessoais recebidas de Trevor Chinn, um financiador do Labour. A declaração ocorreu apenas em fevereiro, apesar de os donativos terem chegado em 21 de outubro e 4 de dezembro de 2025.
Conforme regras da Câmara dos Comuns, deputados devem divulgar doações acumuladas acima de 1,5 mil libras no prazo de 28 dias. Simons revelou os presentes apenas 32 dias após o prazo, gerando embaraço político. O caso se soma a pressões já existentes sobre o ministro.
Contexto
As doações de Chinn ao Labour Together, think tank que Simons dirigiu, vêm sendo discutidas desde 2021, quando a Comissão Eleitoral abriu apuração sobre 730 mil libras em doações não declaradas no prazo. Parte desse dinheiro foi registrada com atraso, o que levou a multas de 14.250 libras.
A revelação das doações de 2025 ocorre em meio a investigações envolvendo Simons sobre sua participação na encomenda de uma empresa de relações públicas para examinar jornalistas que cobrirem os repasses financeiros do Labour Together. A investigação está sob a orientação do assessor independente do Primeiro Ministro sobre padrões ministeriais.
Capítulos adicionais
Relatórios indicam que o financiamento de Chinn ao Labour Together foi alvo de escrutínio anterior, inclusive por ligações com a gestão de Morgon McSweeney, ex-chefe de gabinete de Starmer. O incidente gerou questionamentos sobre gestão de recursos e transparência do think tank.
A defesa de Simons afirma que a encomenda de Apco, agência de relações públicas, visava apurar informações obtidas por meio de fontes externas aos financiadores. A assessoria do ministro informou que as investigações sobre os jornalistas resultaram de uma prática de checagem de informações, sem apresentar conclusão final.
Reação e desdobramentos
A assessoria de Simons confirmou que houve uma divulgação tardia, explicando que a omissão decorreu de um erro administrativo. O Partido Trabalhista informou que a demora foi corrigida assim que identificada. A situação pode representar constrangimento adicional para Simons enquanto as investigações seguem.
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