- Peter Mandelson foi preso em Londres sob a acusação de ter repassado informações sensíveis ligados a Jeffrey Epstein, mas seus advogados dizem que a detenção partiu de uma alegação sem fundamento de que ele planejava deixar o país.
- A polícia informou, na segunda-feira, que Mandelson preparava viagem para as Ilhas Virgens Britânicas, levando a detenção ocorrida antes de ser liberado sob fiança na madrugada de terça.
- Os advogados afirmam que o acordo era para ele prestar depoimento voluntariamente no mês seguinte, e não ser preso; eles exigem que a polícia apresente as evidências que embasaram a ação.
- Mandelson escreveu a amigos que as acusações são “ficção completa” e questionou quem estaria por trás da operação; ele informou que coopera com as investigações.
- O caso acontece em meio a outras controvérsias envolvendo Mandelson, incluindo sua saída como embaixador do Reino Unido em Washington e a proximidade com Epstein.
Peter Mandelson foi preso em Londres na segunda-feira no contexto de investigação sobre ligações com Jeffrey Epstein. A polícia informou que a prisão ocorreu após saber que ele planejava deixar o país, com destino potencial para as Ilhas Virgens Britânicas.
Advogados de Mandelson contestaram a ação, afirmando que a prisão se baseou em alegação infundada de que ele pretendia residir no exterior. A defesa disse que a polícia havia concordado com uma entrevista voluntária para o próximo mês.
A Met informou que o parlamentar poderia ser entrevistado sob cautela, mas acabou detido na delegacia de uma unidade policial londrina e liberado sob fiança na madrugada de terça. Mandelson disse a amigos que as acusações não passam de ficção.
O caso se soma a meses de manchetes envolvendo Mandelson, que deixou de ser embaixador do Reino Unido em Washington no ano passado por ligações com Epstein, além de ter se afastado do Labour e da Câmara dos Lordes.
Contexto político e jurídico
Enquanto isso, o governo aguarda a divulgação de um relatório de due diligence do Cabinet Office, com possibilidade de trazer riscos reputacionais para a nomeação de Keir Starmer. A divulgação pode enfrentar dificuldades dependendo de informações sensíveis.
A imprensa britânica reports que a Met recebeu informações de uma fonte sobre planos de Mandelson de viajar ao exterior, com indicação de que as Ilhas Virgens Britânicas poderiam ser o destino. A existência de acordo de extradição com o Reino Unido é relevante para a análise.
Os agentes avaliaram a credibilidade da fonte de inteligência e decidiram agir com cautela, optando pela prisão para evitar qualquer risco de fuga. Com a liberação, foram impostas restrições de viagem como parte das medidas de fiança.
A defesa de Mandelson apontou que o objetivo da investigação é esclarecer as informações e que o foco permanece na cooperação com as autoridades. Os advogados pediram à polícia a apresentação das evidências que fundamentaram a detenção.
Paralelamente, a Câmara dos Comuns negou que haja qualquer ligação entre o Lord Speaker e as informações repassadas à Scotland Yard. A defesa afirmou que tais alegações não possuem fundamento.
A performance governamental sobre a nomeação de Mandelson para Washington, já alvo de críticas, volta a ganhar atenção após as revelações sobre o envolvimento do ex-embaixador com Epstein. A análise interna pode influenciar decisões futuras.
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