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Líderes caribenhos pedem desescalada e diálogo após embargo americano a Cuba

Caricom defende diálogo entre Cuba e EUA diante embargo petrolífero e ataques, alertando que a crise pode impactar migração, segurança e economia regional

The Jamaican prime minister, Andrew Holness, said at the Caricom summit that he supports ‘constructive dialogue between Cuba and the US aimed at de-escalation’. Photograph: Dante Carrer/Reuters
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  • Durante a cúpula de quatro dias da Caricom, em São Cristóvão e Nevis, líderes discutiram intervenções dos EUA na região e o embargo de petróleo a Cuba.
  • O primeiro-ministro jamaicano, Andrew Holness, afirmou apoiar diálogo entre Cuba e EUA para desescalada, reforma e estabilidade, destacando o papel de Cuba na região.
  • Terrance Drew, novo presidente da Caricom, pediu apoio humanitário para Cuba, citando escassez de alimentos, água e energia.
  • Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, faria encontros com líderes caribenhos; o embargo e ataques a barcos suspeitos de tráfico seguem sob debate.
  • Nos últimos meses, os EUA realizaram ataques que resultaram em dezenas de mortes no Caribe; não há provas públicas de que barcos atacados transportassem drogas.

Desde a abertura do encontro de quatro dias em São Cristóvão e Nevis, líderes do Caricom discutem a influência das intervenções dos Estados Unidos na região, com foco na embargo de petróleo a Cuba e nos ataques militares a barcos suspeitos de tráfico. O encontro reúne 15 nações do Caribe e das Américas, que avaliam impactos econômicos, humanitários e de segurança.

O primeiro-ministro jamaicano e presidente em exercício do Caricom, Andrew Holness, pediu diálogo construtivo entre Cuba e EUA para reduzir tensões, promover reformas e manter a estabilidade regional. Holness ressaltou que Cuba é vizinha do Caribe, citando a contribuição de médicos e professores cubanos para o bloco.

Terrance Drew, primeiro-ministro de São Cristóvão e Nevis e próximo presidente em exercício do Caricom, reforçou a necessidade de apoio humanitário aos cubanos e destacou a importância de o bloco atuar como canal de diálogo. Em tom pessoal, ele mencionou vínculos com Cuba e descreveu dificuldades como escassez de alimentos, água e eletricidade.

Durante a sessão, a situação de Cuba ganhou relevância ao comentar a restrição de combustível imposta pelos EUA, que afeta a assistência humanitária após o furacão Melissa, que atingiu o leste cubano no fim de outubro. Autoridades cubanas apontam que a crise energética prejudica a logística de recuperação.

Esclarecimentos sobre o impacto regional chegaram após relatos de que o embargo de petróleo dificulta o fluxo de ajuda aos cubanos em dificuldade, incluindo transporte e abastecimento de recursos básicos. A cadeia logística cubana é apresentada como fortemente afetada pela política externa norte-americana.

A agenda diplomática também menciona a relação com a China e a presença de missões médicas cubanas, em meio a pressões de Washington para alinhamento regional. Espera-se encontro entre o secretário de Estado dos EUA e líderes do Caricom para tratar do tema.

No âmbito de ações militares, as operações contra barcos envolvidos com tráfico de drogas continuam, com dezenas de vítimas registradas desde o início de setembro. A milícia internacional tem sido alvo de críticas por falta de transparência sobre a comprovação de carga de drogas transportada.

Os recentes ataques no Caribe elevaram a tensão regional, com relatos de mortes a bordo de barcos no mar do Caribe. Familiares de vítimas e organizações locais demandam confirmação de provas e responsabilidade pelas ações militares, além de mecanismos para proteção de civis.

A reunião do Caricom ocorre em meio a debates sobre políticas dos EUA na região e a necessidade de cooperação regional para enfrentar impactos econômicos, humanitários e de segurança. Ao longo do encontro, autoridades destacam a importância de manter o canal de diálogo aberto entre Cuba e EUA para evitar agravar a instabilidade regional.

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