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Empresária passa mal e depoimento é encerrado na CPMI do INSS

Depoimento de Ingrid Santos é fechado após mal-estar; ela afirma não conhecer descontos em benefícios do INSS, e CPMI avalia prorrogação dos trabalhos

Empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos em depoimento à CPMI do INSS. Foto: Carlos Moura/Agência Senado
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  • O depoimento da empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos na CPMI do INSS foi encerrado após ela sofrer mal-estar durante as perguntas do relator, Alfredo Gaspar.
  • Ingrid afirmou não ter conhecimento sobre o esquema de descontos em benefícios e disse que a gestão das empresas era tratada pelo marido, Cícero Marcelino de Souza Santos.
  • Ingrid é esposa e sócia de Cícero, apontado como operador do presidente da Conafer, entidade citada como beneficiária de recursos desviados de benefícios previdenciários.
  • A sessão foi suspensa para atendimento médico e Ingrid deixou a oitiva antes da conclusão dos trabalhos.
  • O presidente da CPMI, Carlos Viana, informou que pediu a prorrogação dos trabalhos por pelo menos sessenta dias e pode recorrer ao STF caso não haja resposta.

O depoimento da empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos, na CPMI do INSS, foi encerrado após ela passar mal durante as perguntas do relator Alfredo Gaspar. A sessão ocorreu no Senado.

O presidente da CPMI, Carlos Viana, suspendeu os trabalhos para atendimento médico à depoente. Ingrid deixou a oitiva antes da conclusão, sem reentrar.

Ingrid é esposa e sócia de Cícero Marcelino de Souza Santos, ligado à Conafer. A entidade é apontada como beneficiária de mais de 100 milhões de reais de descontos ilegais em benefícios previdenciários.

Segundo a CPMI, parte dos recursos desviados estaria em contas de empresas com Ingrid como sócia. Cícero é apontado como operador do presidente da Conafer, Carlos Lopes, investigado no inquérito.

Antes de depor, o ministro do STF Cristiano Zanin concedeu habeas corpus permitindo que Ingrid permanecesse em silêncio. Ela foi questionada sobre o marido e o envolvimento das empresas no esquema.

Ao responder, Ingrid afirmou não ter conhecimento sobre as atividades das empresas e que a gestão cabia ao marido. Ela disse que foi surpreendida pelo andamento do caso e pediu compreensão diante da situação.

Vorcaro

Antes do início, o presidente da CPMI afirmou que vai recorrer da decisão de desobrigar Daniel Vorcaro de depor. Ele não compareceria devido ao habeas corpus concedido pelo STF.

Vorcaro, em prisão domiciliar, seria ouvido para esclarecer irregularidades em empréstimos consignados e prejuízos a aposentados. O banco Master mantinha acordo com o INSS para crédito consignado.

Prorrogação

Viana informou que pediu a prorrogação das atividades da CPMI por pelo menos 60 dias. O pedido foi encaminhado ao presidente do Senado, mas ainda não houve resposta.

Sem sinal de decisão até o momento, o presidente da CPMI avalia levar o caso ao STF para assegurar a continuidade dos trabalhos, iniciados em 20 de agosto.

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