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Câmara endurece lei contra facções, mas reduz recursos à segurança

Câmara endurece lei antifacção, mas corta R$ 30 bilhões do orçamento da segurança, ao manter imposto sobre apostas para financiar ações contra facções

Deputados desidrataram a fonte de recursos para financiar o combate ao crime
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  • A Câmara aprovou, em votação simbólica, o projeto antifacções com regras mais duras para o crime organizado.
  • Deputados reduziram o financiamento à segurança pública ao excluir o imposto que financiaria investigações e ações contra facções, provocando uma redução de R$ 30 bilhões no orçamento.
  • O dinheiro seria destinado ao Fundo Nacional de Segurança Pública para ações de inteligência, operações contra facções e fortalecimento do sistema prisional.
  • O líder do PT, Pedro Uczai, afirmou que a não cobrança de imposto para apostas inviabiliza o projeto, pois os recursos seriam essenciais para o combate ao crime.
  • O Senado aprovou a Cide-Bets e manteve a cobrança; o relator Guilherme Derrite criticou mudanças, dizendo que o texto foi desidratado e houve descompasso entre Câmara e Senado.

A Câmara aprovou, em votação simbólica, o projeto antifacções com regras mais duras para o crime organizado. A mudança ocorre enquanto o texto avança pelo Congresso, buscando ampliar instrumentos de combate às facções.

Deputados reduziram o financiamento à segurança pública. A decisão liberou o pagamento de tributos que financiariam as ferramentas de investigação e ações contra facções criminosas. O efeito imediato foi reduzir o orçamento previsto em 30 bilhões de reais.

Os recursos seriam destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública e financiariam ações de inteligência, operações contra facções e o fortalecimento do sistema prisional, onde se concentram as estruturas das organizações criminosas.

O líder do PT afirmou que a isenção de impostos para as bets pode inviabilizar o PL Antifacção, destacando a necessidade de uma fonte estável de recursos para a implementação do conjunto de medidas.

O papel do Senado e as mudanças promovidas pelo relator

A ideia de cobrar imposto das casas de apostas veio do Senado, onde foi conhecida como Cide-Bets e manteida pelo relator da Câmara, Guilherme Derrite. A proposta previa arrecadar 15% do dinheiro gasto pelos apostadores.

Derrite, que já foi secretário de Tarcísio de Freitas, reassumiu o mandato e atua com foco no Senado. Criticou as alterações feitas pelo Senado, alegando enfraquecimento do marco legal proposto pela Câmara.

O relator sustentou que o Senado diluiu conceitos e reduziu penas, retirando instrumentos eficazes contra as facções. Ele disse que o texto devolvido à Câmara continha novos tipos criminais e penas mais duras.

Derrite afirmou que o projeto pode abrir brechas de interpretação e apontou a necessidade de manter regras claras para evitar impunidade. Um encontro com o ministro da Justiça visou alinhar posições.

O impasse envolveu a defesa dos interesses das casas de apostas, que contam com apoio de lideranças da Câmara, Senado, MDB e PP, influenciando a tramitação do tema no Congresso.

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