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Câmara aprova PL antifacção, mas veta tributo sobre apostas para segurança pública

Projeto antifacção avança, mas veto à Cide-Bets impede arrecadação de até R$ 30 bilhões ao ano para a segurança pública

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o deputado Guilherme Derrite (PP-SP). — Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
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  • Câmara aprovou o PL antifacção, endurecendo a legislação contra organizações criminosas; o texto voltou à análise dos deputados após mudanças promovidas pelo Senado.
  • O relator continua Guilherme Derrite, e o presidente da Câmara manteve a escolha, apesar de críticas da bancada governista.
  • Os pontos polêmicos retomados incluem a retirada de verba da Polícia Federal e o repasse de parte da arrecadação a estados e municípios.
  • Houve a ideia de criar a Cide-Bets, uma contribuição sobre apostas esportivas, que poderia levantar cerca de R$ 30 bilhões por ano, mas foi retirada em plenário.
  • O governo acionou tramitação com urgência constitucional; a votação está prevista para a próxima semana, com governo e oposição querendo analisar o texto.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira o projeto conhecido como PL Antifacção, que endurece a legislação contra organizações criminosas. O texto foi retomado após mudança feita no Senado e segue para sanção presidencial. A tramitação ocorreu sob decisão de urgência.

O relator permanece Guilherme Derrite (PL-SP), indicado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB. Derrite também foi secretário de Segurança Pública de São Paulo na gestão de Tarcísio de Freitas. O governo e a base ainda discutem pontos polêmicos do texto.

Entre os artigos retomados, está a retirada de verba da Polícia Federal e o repasse de parte da arrecadação a estados e municípios, tema que gerou críticas do governo por afetar a autonomia da PF. A medida foi alvo de negociações entre governo e Congresso.

Contexto de tramitação e mudanças

O governo determinou tramitar o PL com urgência constitucional, o que travou a pauta de outras propostas nesta semana. A expectativa é votar o texto na próxima semana, com apoio tanto da base governista quanto da oposição.

Parte relevante do debate girou em torno de uma possível Cide-Bets, tributo sobre apostas esportivas. Em relatório do Senado, a ideia previa arrecadar cerca de 30 bilhões de reais ao ano para financiar segurança pública e o sistema prisional.

Emenda publicada e encaminhamentos

O texto em plenário acolheu a retirada dessa contribuição, mantendo a emenda para excluir a cobrança sobre casas de apostas. Mesmo assim, houve resistência da base governista diante da possibilidade de votar o trecho separadamente.

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