- Bolivia retomou a cooperação operacional com a DEA após 17 anos de afastamento, como parte de uma estratégia multilateral para combater o tráfico de drogas.
- A volta marca um realinhamento de segurança com os Estados Unidos e a reabertura de canais diplomáticos do governo de Rodrigo Paz com Washington.
- O ministro do Interior, Marco Oviedo, informou que a DEA volta a trabalhar com as autoridades bolivianas; a expulsão ocorreu em 2008, durante a gestão de Evo Morales.
- O governo afirma que a cooperação visa reforçar a vigilância fronteiriça, desmantelar redes de tráfico e combinar esforços com agências de inteligência europeias e países vizinhos.
- O acordo específico ainda está sendo definido, com anúncio de um acordo abrangente esperado nos próximos meses; a Bolívia é criticamente posicionada pela produção de coca e pelo papel de trânsito para traficantes.
A Bolívia retomou a cooperação operacional com a Administração de Repressão às Drogas dos EUA (DEA) após 17 anos de afastamento, em uma ação descrita pelo governo como parte de uma estratégia regional para combater o crime organizado. A reativação ocorre num momento de realinhamento de segurança com Washington e de reabertura de canais diplomáticos.
O ministro do Interior, Marco Oviedo, confirmou que oficiais da DEA voltaram a trabalhar com as autoridades bolivianas, revertendo a expulsão de 2008 ordenada pelo então presidente Evo Morales. A recuperação da parceria é apresentada como parte do foco do governo em ampliar a vigilância de fronteiras e desmantelar redes de tráfico.
A cooperação financeira e operacional visa fortalecer a luta contra o narcotráfico, com a promessa de que o acordo ainda está em fases de definição de áreas específicas de atuação. O chanceler Fernando Aramayo destacou a necessidade de apoio externo para enfrentar redes criminosas cada vez mais sofisticadas, inclusive com uso de ativos em criptomoedas.
Processo de cooperação e próximos passos
O governo informou que os detalhes do âmbito da atuação da DEA serão fechados nas próximas semanas. A expectativa é de um acordo completo que defina limites operacionais e instrumentos de cooperação entre as autoridades bolivianas e norte-americanas.
Bolívia é apontada como grande produtora de coca e corredor de trânsito de traficantes, o que torna a parceria com a DEA relevante para ações regionais contra o crime organizado. A presença da agência também é vista como instrumento para modernizar o enfrentamento a transações digitais vinculadas ao tráfico de cocaína.
As autoridades destacam ainda a participação de parceiros europeus na troca de informações, ampliando a cooperação regional. O retorno da DEA marca, segundo o governo, uma realinhamento estratégico para enfrentar redes transnacionais de narcotráfico.
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