- Advogados de Peter Mandelson dizem que a prisão dele foi motivada por uma sugestão sem embasamento de que ele iria deixar o país para residência permanente no exterior.
- Mandelson, de 72 anos, foi liberado após ser preso em Londres sob suspeita de mau uso do cargo público; investiga-se o possível crime.
- A prisão ocorreu após o governo de Keir Starmer repassar mensagens entre Mandelson e Jeffrey Epstein ao público.
- Os advogados afirmaram que houve acordo para uma entrevista voluntária no próximo mês e cobraram justificativas oficiais para a prisão.
- O chanceler Yvette Cooper afirmou que Mandelson nunca deveria ter sido nomeado embaixador dos EUA.
Em Londres, Peter Mandelson, ex-embaixador britânico nos EUA, foi preso nesta terça-feira sob suspeita de má conduta na função pública. Aos 72 anos, ele foi liberado após detenção. A linha de investigação foi aberta após o governo do primeiro-ministro Keir Starmer encaminhar comunicações entre Mandelson e Jeffrey Epstein. A defesa afirma que não houve fundamento para a prisão.
A defesa, representada pelo escritório Mishcon de Reya, disse que a prisão decorreu de uma sugestão infundada de que Mandelson pretendia deixar o país para se estabelecer no exterior. Segundo os advogados, não há veracidade nessa alegação, e o empresário coopera com as autoridades.
A polícia justificou a instauração da prisão ainda sem concluir culpa, destacando que Mandelson concordou em participar de uma entrevista voluntária no mês seguinte. A defesa pediu à polícia provas que fundamentem a detenção.
Contexto da investigação
O histórico de Mandelson com Epstein ganhou repercussão em arquivos da Justiça dos EUA, o que motivou a análise por autoridades britânicas. A diplomacia britânica já informou que o caso envolve contatos entre a embaixada e o financista.
A respeito das acusações, Mandelson já afirmou ter lamento profundo pela associação com Epstein e reiterou disposição para esclarecer os fatos. Não são apresentadas, até o momento, provas que indiquem culpa do ex-embaixador.
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