- Em seis meses, Peter Mandelson foi preso sob suspeita de má conduta em cargo público, após revelar vínculos com Jeffrey Epstein enquanto era embaixador do Reino Unido nos EUA.
- Documentos e e-mails divulgados mostram Mandelson chamando Epstein de “meu melhor pal” e discutindo relações próximas ao longo dos anos, até 2016.
- Mandelson disse que se arrepende de ter conhecido Epstein e reconheceu que mais mensagens embaraçosas poderiam aparecer.
- O governo britânico afirmou que as mensagens revelam uma relação mais profunda com Epstein do que a conhecida na nomeação, levando à demissão de Mandelson do cargo de embaixador.
- Como desdobramento político, Mandelson deixou o Partido Trabalhista, Morgan McSweeney pediu demissão como chefe de gabinete de Keir Starmer, e novos documentos aumentaram a pressão sobre o caso.
Peter Mandelson, ex-ministro e figura central do Partido Trabalhista, foi preso nesta semana sob suspeita de conduta inadequada no exercício da função pública. A detenção ocorre poucos meses após o desdobramento de relações do político com Jeffrey Epstein, reabertas por documentos veiculados nos EUA.
Tudo começou com a divulgação de mensagens associando Mandelson a Epstein, incluindo lembranças de amizade e referências a encontros em residências do empresário. As comunicações levaram autoridades britânicas a reavaliar seu papel como embaixador do Reino Unido nos EUA, posto que ocupou até a sua destituição.
O caso ganhou força a partir de 2025, quando trechos de emails vieram à tona, apontando comunicação contínua entre Mandelson e Epstein até, ao menos, 2016. A imprensa britânica e autoridades apontaram possíveis danos à reputação pública e às relações diplomáticas do país.
Contexto e desdobramentos
A saída de Mandelson ocorreu após declarações públicas contraditórias sobre a natureza de sua relação com Epstein. O governo britânico informou que as mensagens mostravam uma conexão muito mais profunda do que a conhecimento à época de sua nomeação.
Além disso, novas informações indicaram que Mandelson poderia ter repassado dados sensíveis do governo britânico a Epstein enquanto trabalhava no governo de Gordon Brown. Os episódios geraram críticas políticas e pressão para que ele comparecesse a comissões e prestasse esclarecimentos.
Reações e desfechos
O episódio levou Mandelson a abrir mão de sua filiação ao Partido Trabalhista em fevereiro, em meio a pedidos para a suspensão de seu título nobiliárquico. Morgan McSweeney, então chefe de gabinete de Starmer, também anunciou saída, citando responsabilidade pela nomeação de Mandelson como embaixador.
No momento, Mandelson nega qualquer irregularidade e afirma não conhecer a extensão dos crimes atribuídos a Epstein. Mesmo assim, o caso permanece sob investigação, com consequências abertas para a trajetória do político na vida pública britânica.
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