- Polônia deteve um belarusso identificado apenas como Pavlov T. por três meses, sob suspeita de espionagem a serviço de Minsk.
- Ele é acusado de coletar informações para Minsk em países aliados à OTAN: Polônia, Alemanha e Lituânia (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
- As atividades teriam incluído reconhecimento de infraestrutura crítica, incluindo instalações importantes para a defesa da Polônia e da OTAN.
- Em caso de condenação, ele pode receber pelo menos cinco anos de prisão.
- As relações entre Polônia e Belarus estão tensas desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em dois mil e vinte e dois; a embaixada belarussa em Varsóvia não respondeu a pedidos de comentário.
Polônia deteve um homem bielorrusso sob suspeita de espionagem em favor de Minsk, segundo procuradores. A prisão ocorreu em Varsóvia nesta segunda-feira, 23 de fevereiro, com o suspeito sob custódia por três meses para eventual julgamento. A ação visa coibir supostos planos envolvendo inteligência militar ligada a Belarus.
Identificado apenas como Pavlov T., o homem foi formalmente acusado de coletar informações para Minsk em países aliados da OTAN, como Polônia, Alemanha e Lituânia. A acusação aponta que suas atividades incluíram o reconhecimento de infraestrutura crítica.
As investigações ressaltam possíveis tentativas da Bielorrússia, aliada da Rússia, de destabilizar regiões próximas. A embaixada bielorrussa em Varsóvia não respondeu de imediato a pedido de comentário, e o caso segue em andamento na Justiça polonesa.
Envolvidos e contexto regional
A promotoria informou a detenção por três meses e a pena mínima prevista de cinco anos de prisão, caso haja condenação. O episódio ocorre em meio a tensões entre Polônia e Bielorrússia, intensificadas desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.
A ligação com autoridades em Minsk, bem como com redes de espionagem, continua sob investigação. O caso evidencia as preocupações de Varsóvia quanto a atividades de espionagem visando infraestrutura estratégica na região.
Contexto institucional
Polônia tem adotado medidas de segurança mais rígidas para monitorar potenciais riscos de espionagem originários de países vizinhos. Autoridades afirmam manter atuação firme para proteger instalações críticas e aliados da OTAN.
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