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México enfrenta dificuldade para acalmar Trump após morte de chefe de cartel

México encara pressão de Trump após a morte de El Mencho, com impactos diplomáticos, segurança interna e negociações comerciais em foco

A soldier clears a roadblock leading to Tapalca, Mexico, on 23 February 2026, a day after the Mexican army killed Jalisco New Generation Cartel leader Nemesio Oseguera, known as ‘El Mencho’. Photograph: Marco Ugarte/AP
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  • O líder do cartel Jalisco Nova Geração, Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, foi morto, e a operação deixou 25 membros da guarda nacional mortos; escolas continuam fechadas e ônibus incendiados em várias cidades.
  • O ministro de Segurança, Omar García Harfuch, disse estar emocionado ao prestar condolências às famílias dos soldados mortos; as autoridades afirmam que a missão foi cumprida.
  • A morte de El Mencho aumenta a pressão dos Estados Unidos sobre o governo mexicano, com o presidente dos EUA, Donald Trump, cobrando ações contra os cartéis e destacando a cooperação de inteligência.
  • oficiais americanos destacaram o papel essencial da inteligência na operação, incluindo a participação de uma força-tarefa liderada pelos Estados Unidos para coleta de informações sobre cartéis.
  • A cidade de Guadalajara, base do cartel, sediará partidas da Copa do Mundo, e especialistas apontam que o governo mexicano usou a operação para mostrar capacidade de enfrentar as organizações, mas o impacto da pressão de Washington tende a durar.

O governo mexicano enfrenta pressão internacional e interna após a operação que resultou na morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, líder do cartel Jalisco Nova Geração (JNG). A ofensiva, que mobilizou forças federais, ocorreu em um contexto de ataques de retaliação e elevado nível de violência no país.

Soldados envolvidos na operação relataram que cumpriram a missão, com o ministro da Segurança, Omar García Harfuch, demonstrando emoção ao prestar homenagens às famílias dos militares mortos. Ao todo, 25 integrantes da Guarda Nacional teriam falecido no desenrolar do episódio.

O impacto imediato incluiu escolas fechadas, voos cancelados e ônibus incendiados em várias cidades, marcando uma crise de segurança que reverbera em setores públicos. Autoridades ressaltaram a cooperação com as forças norte-americanas para o monitoramento e planejamento da operação.

Trump intensificou a pressão sobre o governo mexicano, pedindo maior combate aos cartéis e às drogas. A Administração dos EUA tem enfatizado o papel de inteligência e apoio logístico no esforço contra estruturas criminosas transnacionais, além de manter a possibilidade de medidas adicionais no âmbito da cooperação bilateral.

Analistas destacam o peso da cooperação com Washington para as estratégias de segurança do México, inclusive em temas comerciais. Observam que a tensão política pode influenciar negociações em pauta, como ajustes no acordo comercial entre EUA, México e Canadá.

Especialistas lembram que El Mencho foi alvo de ações judiciais nos EUA desde 2017 e que o cartel JNG recebeu designação como organização terrorista estrangeira. O episódio recente é visto por alguns como uma resposta direta a pressões externas e às necessidades de demonstrar capacidade de atuação frente a grupos criminosos.

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