- Corte federal dos EUA decidiu, na segunda-feira, que os novos distritos de Utah podem ser usados neste ano, rejeitando o pedido republicano de bloqueá-los.
- A decisão representa o segundo revés recente para os republicanos, que também perderam uma apelação no tribunal supreme estadual de Utah.
- O novo mapa foi imposto em novembro pela juíza Dianna Gibson, substituindo os distritos criados pela legislatura comandada pelos republicanos após o censo de 2020, por violar padrões anti-gerrymandering.
- O desenho mantém o condado de Salt Lake quase inteiro em um único distrito, em vez de dividir a região populosa entre os quatro distritos.
- O período de candidaturas começa em 9 de março, com caucuses em 17 de março e convenções partidárias em 25 de abril; já há candidatos em campanha.
A decisão de um tribunal federal de Utah permite o uso de novos distritos eleitorais para a Câmara dos EUA, que podem favorecer os democratas nesta eleição. A ordem rejeita o pedido dos republicanos para bloquear o novo mapa.
O tribunal federal manteve o mapa elaborado pela juíza Dianna Gibson, imposta em novembro passado após a anulação dos distritos adotados pela legislatura sob controle republicano. A magistrada alegou que o Legislativo burlou padrões antifraude eleitoral estabelecidos por voto popular.
Os autores da ação são a League of Women Voters of Utah e a Mormon Women for Ethical Government. Eles argumentaram que o mapa redistritaria de forma diferente, beneficiando maiorias democratas em Salt Lake County.
Os republicanos contestaram a autoridade da juíza para editar o mapa sem aprovação legislativa. O painel de três juízes, porém, considerou improvável a vitória da coalizão a longo prazo e afirmou que já era tarde para alterar o calendário eleitoral.
O período de registro de candidatos abre em 9 de março. Os caucuses partidários acontecem em 17 de março, e as convenções estaduais estão marcadas para 25 de abril. A corte observou que a campanha já está em andamento.
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