- O IX Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte reelegeu Kim Jong-un como secretário-geral, mantendo o poder absoluto.
- O regime afirma que o programa nuclear continua como prioridade estratégica e que a dissuasão militar evoluiu sob a liderança de Kim.
- O congresso também sinaliza renovação interna, com mudanças na lista de poder e a saída de veteranos influentes, como Choe Ryong-hae e Ri Pyong-chol.
- Não houve informações sobre a atualidade de Kim Ju-ae, filha de Kim Jong-un, no contexto de possível linha sucessória.
- Em meio à cerimônia, o partido debate diretrizes para o próximo quinquênio: economia, defesa e diplomacia, com foco em superar sanções e manter estabilidade interna.
O IX Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte confirmou Kim Jong-un na posição de secretário-geral, reforçando o controle de poder em Pyongyang. A reeleição ocorreu neste domingo, com a informação anunciada pela KCNA, agência estatal, na etapa final das sessões iniciadas na semana.
O evento, que se estende por vários dias e reúne cerca de 5 mil delegados, é visto pelo regime como momento de coesão entre partido, povo e forças armadas. A KCNA destacou a decisão como expressão da vontade unânime dos participantes para a prosperidade do Estado.
Kim, de 42 anos, lidera o partido desde a mudança de poder em 2011, após a morte do pai, Kim Jong-il. O Congresso serve para formalizar o Comitê Central e renovar a cúpula dirigente, segundo as normas internas.
Liderança e renovação interna
O texto oficial aponta sinais de renovação na elite dirigente, com a saída de veterans de peso. Entre os citados pela imprensa controlada pelo Estado estão Choe Ryong-hae, Ri Pyong-chol, Pak Jong-chon, Kim Yong-chol e Ri Son-gwon, cujos cargos perderam proeminência no processo de mudanças.
A KCNA enfatizou a continuidade do eixo nuclear como pilar da defesa e projeção internacional do país. O Relato divulgado atribui ao líder uma virada qualitativa nas capacidades militares, mantendo a dissuasão como prioridade estratégica.
Agenda econômica e contexto internacional
Apesar de a dissuasão nuclear figurar como elemento central, a narrativa oficial também aborda a economia. O discurso de abertura reconheceu dificuldades decorrentes de sanções e da pandemia, apontando tarefas históricas para impulsionar o desenvolvimento econômico e elevar o nível de vida.
O Congresso ainda define diretrizes para os próximos cinco anos em áreas econômicas, de defesa e diplomacia. Entre as incógnitas está se Pyongyang sinalizará posições explícitas a Washington ou Seul, diante do congelamento do diálogo regional.
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