- O embaixador dos EUA em Paris, Charles Kushner, foi proibido de ter acesso direto a ministros franceses depois de não comparecer a uma reunião no Ministério das Relações Exteriores para explicar comentários dos EUA sobre a morte de um ativista de extrema direita.
- Kushner alegou compromissos pessoais e mandou um alto funcionário da embaixada em seu lugar.
- O Ministério das Relações Exteriores informou que ele não poderá mais ter contato direto com membros do governo francês, em busca de evitar atritos numa relação de 250 anos.
- A ausência ocorreu após a Embaixada dos EUA em Paris ter republicado comentários do Departamento de Estado sobre o caso Quentin Deranque, morto em Lyon após confrontos em 12 de fevereiro.
- Seis homens foram acusados de envolvimento na morte de Deranque, e um assessor parlamentar de um deputado do LFI também foi acusado de participação.
Donald Kushner, embaixador dos EUA em Paris, foi proibido de apresentar-se a reuniões com ministros franceses após não comparecer a um encontro no Ministério das Relações Exteriores. O episódio ocorre no âmbito de comentários dos EUA sobre a morte de Quentin Deranque, ativista de extrema direita.
O ministro dos Exterior, Jean-Noël Barrot, convocou Kushner para o encontro das 19h, após a Embaixada dos EUA em Paris ter republicado observações do Departamento de Estado sobre o caso. Um diplomata sênior da embaixada participou em nome do embaixador.
Segundo fontes diplomáticas, Kushner citou compromissos pessoais para justificar a falta e não enviou outro representante de alto escalão. O ministério afirmou que o ministro, diante dessa falha, solicitou que Kushner não tenha mais acesso direto aos ministros franceses.
Reação e desdobramentos
O Ministério destacou que Kushner pode manter exchanges com oficiais do ministério para facilitar discussões diplomáticas. O episódio já é o segundo no mandato de Kushner, que não havia comparecido a reunião de agosto após criticar ações francesas em carta aberta ao presidente Macron.
Quentin Deranque morreu em 12 de fevereiro, após confrontos entre apoiadores radicais de esquerda e de direita em Lyon. Seis homens foram indiciados pela morte, e um assistente parlamentar de um deputado do partido France Insoumise também foi acusado de complicidade.
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