- Celso Portiolli foi alvo de críticas de defensores da extrema-direita após debochar de uma declaração antiga de Jair Bolsonaro no programa Passa ou Repassa.
- Durante o quadro, ele brincou sobre herpetologia ao dizer: “Quem tomou vacina e virou jacaré vai tratar com o amigo dela lá”, gerando revolta nas redes.
- O apresentador já mostrou histórico político diverso: apoiou publicamente o presidente eleito em 2018, não segue Bolsonaro hoje, mas segue Nikollas Ferreira.
- A referência ao “virar jacaré” remete a falas de 2020 sobre vacinas da Pfizer durante a pandemia e gerou reação entre apoiadores do ex-presidente.
- Dados da Pfizer citados indicam propostas de milhões de doses em agosto de 2020, com governo não respondendo; estimativa de 1,5 milhão de doses até o fim daquele ano e 194.949 mortes por Covid-19 em 2020.
Celso Portiolli foi alvo de críticas de defensores da extrema-direita após comentar uma declaração antiga do ex-presidente Jair Bolsonaro durante o programa Domingo Legal. A fala foi feita no quadro Passa ou Repassa, ao abordar o tema herpetologia, ciência que estuda répteis e anfíbios. Bianca Rinaldi afirmou ter um amigo especialista na área, e Portiolli reagiu com uma brincadeira que envolveu a vacinação.
A repercussão se intensificou nas redes sociais, com internautas associando o apresentador a posicionamentos de direita. Publicações de veículos de referência mostraram comentários de usuários acusando Portiolli de apoios políticos controversos. Em resposta, não houve confirmação de alinhamento com o PT ou com o bolsonarismo pelos perfis oficiais do apresentador.
Contexto e desdobramentos políticos
Portiolli já enfrentou dúvidas sobre sua posição política no passado. Em 2018, ele apoiou publicamente o então presidente eleito. Hoje, ele não segue Bolsonaro ou familiares no Instagram, mas mantém interação com Nikollas Ferreira, indicativo de associações com figuras da extrema-direita.
Virar jacaré: o trecho polêmico de Bolsonaro na pandemia
Em 2020, a Pfizer ofereceu ao Ministério da Saúde milhões de doses de uma vacina contra a COVID-19, com entregas previstas para o fim do ano. Bolsonaro disse que o contrato trazia cláusula de responsabilização controversa, citando uma fala sobre transformações ficcionais. A declaração foi feita durante o período de maior pressão pública pela vacinação.
Dados oficiais apontam o impacto da pandemia no Brasil. Em 2020, quase 195 mil pessoas faleceram pela doença. Em maio de 2021, durante a CPI da Pandemia, a Pfizer informou que apresentou uma oferta em agosto de 2020 que não recebeu resposta imediata do governo. A empresa afirmou que a oferta tinha validade de 15 dias.
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