- O senador Alessandro Vieira (MDB) foi retirado da chapa encabeçada pelo governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), dias antes das eleições, após um desentendimento público com o ex-deputado André Moura (União Brasil).
- A briga começou depois que Vieira declarou, em entrevista, que Moura “dormia com medo de ser acordado por policiais na porta”, referência aos problemas judiciais do ex-líder do governo.
- Moura foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por peculato, mas fechou em 2023 um acordo com a Procuradoria-Geral da República que suspendeu o cumprimento da pena; os termos do acordo são sigilosos.
- Mitidieri disse manter a amizade com Vieira, mas reconheceu que a convivência dentro da chapa não estava harmonizada, e classificou a fala de Vieira como desnecessária.
- A saída de Vieira pode abrir espaço para outros nomes do grupo governista, como Rogério Carvalho (PT) e Edvaldo Nogueira (PDT), que tinham interesse em participar do palanque; avaliação interna aponta para possível reunião entre Mitidieri e o presidente Lula para resolver o impasse.
O senador Alessandro Vieira (MDB) foi retirado da chapa encabeçada pelo governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), antes da eleição. O afastamento ocorreu após um choque público com o aliado ex-deputado André Moura (União Brasil), ligado ao grupo governista.
Vieira pretendia concorrer à reeleição ao lado de Mitidieri, mas foi alvo de uma ruptura interna após críticas ao histórico de Moura. Embora tenha comunicado a saída, Vieira não participou da decisão final conforme relatos de bastidores.
Mitidieri manteve o objetivo de manter a coesão da base e afirmou manter a amizade com Vieira, destacando o objetivo comum de ver Sergipe avançando. A assessoria de Vieira não respondeu aos telefonemas.
Nos bastidores, aliados de Vieira afirmam que ele apenas recebeu a notícia da decisão, sem participação na deliberação. Dias antes, o senador havia se reunido com o secretário da Casa Civil, Luiz Mitidieri, pai do governador, para tratar das eleições, sem menção a tensões.
O estopim foi uma declaração de Vieira durante entrevista radiofônica em que insinuou problemas judiciais envolvendo Moura. Moura foi condenado pelo STF por peculato, mas firmou acordo com a PGR em 2023 que suspendeu a pena; os termos permanecem sigilosos. A fala gerou reação imediata do ex-deputado e de aliados.
Moura classificou o ataque como inadequado e disse não haver condições de dividir o mesmo palanque. Em Aracaju, uma moção de repúdio contra Vieira chegou a ser discutida na Câmara Municipal, sinalizando a gravidade da tensão política local.
A saída de Vieira reabre o jogo político na base governista. Nomes como Rogério Carvalho (PT) e Edvaldo Nogueira (PDT) podem ganhar espaço no palanque de Mitidieri, embora tenham ficado à margem do desenho original. A expectativa é de que encontro entre Mitidieri e o presidente Lula possa influenciar o desfecho.
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