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Advogados de Duterte dizem que campanha antidroga foi defesa própria

Fiscalia da Corte Penal Internacional abre fase preliminar para julgar Duterte por crimes contra a humanidade na campanha antidroga; defesa afirma ter agido em defesa própria

Familiares de las víctimas se manifiestan en Manila durante el inicio de la audiencia en el Tribunal Penal Internacional de La Haya contra el expresidente Rodrigo Duterte este lunes.
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  • O ex-presidente das Filipinas Rodrigo Duterte é alvo de três acusações de crimes contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional, relacionadas à campanha antidroga entre 2011 e 2019, tanto quando era prefeito de Davao quanto presidente.
  • A defesa sustenta que Duterte autorizou o uso da força apenas em defesa própria; a acusação sustenta que ele foi autor indireto de assassinatos, com o Escuadrão da Morte de Davao.
  • O governo filipino aponta seis mil duzentos e cinquenta e dois mortos; a ONU calcula ao menos oito mil seiscentos e sessenta e três, e a Human Rights Watch estima até trinta mil mortes.
  • A Sala de Questões Preliminares do TPI avaliará se existem fundamentos para abrir um julgamento formal, com decisão prevista em até sessenta dias.
  • Duterte não compareceu à audiência; apresentou carta dizendo estar velho e cansado; foi preso em Manila em onze de março de 2025 a pedido do tribunal via Interpol; Sara Duterte anunciou a candidatura de 2028.

Em La Haya, o Tribunal Penal Internacional abriu as audiências preliminares sobre as acusações contra o ex-presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, relacionadas a supostos crimes contra a humanidade. O Ministério Público afirma que houve planejamento e execução de uma campanha antidrogas que resultou em milhares de mortes entre 2011 e 2019, em Davao e em todo o país. Duterte não compareceu à sessão de confirmação de cargos.

Os advogados de Duterte sustentam que o uso da força ocorreu apenas em defesa própria, sob ordens do então autoridades locais. A acusação, no entanto, descreve o ex-presidente como autor indireto dos assassinatos e de tentativas de homicídio, criminalizando ações de autoridades ligadas à força de segurança. A contagem oficial do governo filipino aponta mais de 6.252 mortes vinculadas à operação, com estimativas internacionais variando amplamente.

No processo, a Sala de Cuestiones Preliminares analisará se há fundamentos para levar o caso a julgamento. Caso haja evidências suficientes, deverá decidir, em até 60 dias, se procede a abertura de um processo formal. Organizações de direitos humanos estimam números muito maiores em todo o período, sugerindo milhares de mortes não julgadas.

Durante a apresentação, o fiscal adjunto Mame Mandiaye Niang afirmou que Duterte autorizou, designou executores e declarou publicamente que executaria as ordens, incluindo durante a gestão como prefeito de Davao. A promotoria acusa que o modelo de violência foi iniciado localmente e se expandiu nacionalmente, envolvendo uma unidade chamada Escuadrón de la Muerte de Davao.

O Ministério Público descreve três acusações formais de crimes contra a humanidade, com incidentes que resultaram em dezenas de execuções em Davao e em outros estados do país durante a presidência. Além de operações de “limpeza” em comunidades, há registros de várias mortes e tentativas de assassinato atribuídas a essas ações.

Durante a audiência, o tribunal ouviu relatos de familiares das vítimas, representados por advogados que destacaram o impacto do que descrevem como uma campanha de impunidade. Ainda sem data para o veredito, a defesa reforçou que as declarações de Duterte, quando no cargo, costumavam enfatizar a defesa própria.

Duterte, que está sob custódia prévia, renunciou ao direito de comparecer, alegando idade avançada e fragilidade. Em carta, afirmou não reconhecer a autoridade do TPI e descreveu o processo como um sequestro. O ex-presidente foi detido em Manila em março de 2025, após ordem de prisão emitida pelo tribunal com base em cooperação internacional.

A defesa destacou que as acusações se apoiam em avaliações de ONG e em relatos de mídia, defendendo que os discursos do ex-chefe do executivo sempre enfatizaram a defesa própria. Sara Duterte, filha dele e atual vice-presidente das Filipinas, anunciou a candidatura para 2028, em meio às medidas legais em curso.

O tribunal admitiu a participação de 539 vítimas por meio de seus representantes legais, destacando o sofrimento contínuo de familiares. Em meio à controvérsia, defensores afirmam que a responsabilização pode trazer justiça, enquanto críticos alertam para o impacto humano prolongado e a necessidade de provas claras.

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