- O aumento recente do uso da base de Lajes, nos Açores, por aeronaves dos EUA é fruto de um tratado bilateral de décadas e não requer autorização de Lisboa.
- O ministro das Relações Exteriores de Portugal, Paulo Rangel, afirmou que não houve violação das regras do tratado de 1951 entre Portugal e os Estados Unidos.
- Segundo Rangel, o aumento no uso não precisa ser autorizado nem conhecido por Portugal e já ocorre há cinco ou seis décadas.
- Portugal tem defendido soluções diplomáticas para tensões internacionais, inclusive sobre o Irã, mantendo sua aliança com os EUA e a participação na Otan.
- A notícia contextualiza o norte-american build-up militar no Golfo, apresentado pelos EUA como o maior desde a Guerra do Iraque em 2003.
A atividade de aeronaves dos EUA na base de Lajes, nos Açores, está amparada por um tratado bilateral de décadas e não depende de autorização de Lisboa. A afirmação é do ministro das Relações Exteriores de Portugal, Paulo Rangel, em Bruxelas.
O governo português enfrenta reação da oposição de esquerda, que pediu esclarecimentos sobre a base legal para o aumento dos voos militares norte-americanos e se houve aprovação de Lisboa.
Segundo Rangel, houve uso mais intenso da base nos últimos dias, mas sem violar normas do tratado de 1951 entre Portugal e os EUA. O chanceler destacou que Portugal cumpre suas obrigações e defendeu a defesa da aliança com os EUA.
A base de Lajes tem sido um ponto estratégico de trânsito para as forças norte-americanas, com papel histórico na região. Rangel reforçou que Portugal defende a solução diplomática para tensões internacionais, inclusive sobre o Irã, mantendo a cooperação atlântica.
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